Um tribunal de apelações egípcio confirmou ontem uma sentença de prisão perpétua de 25 anos para Mohammed Badie, líder da Irmandade Muçulmana do Egito.
O tribunal da capital do Cairo rejeitou os apelos de Badie e de outros líderes do grupo no caso conhecido como “os incidentes do escritório central [da Irmandade Muçulmana]”, informou a mídia estatal egípcia. Também confirmou a prisão perpétua do vice de Badie, Khairat El- Shater e outros quatro líderes da Irmandade Muçulmana. O caso se concentra em incidentes ocorridos em 30 de junho de 2013, perto da sede da Irmandade Muçulmana, a leste do Cairo, onde confrontos sangrentos eclodiram, deixando nove mortos e 91 feridos.
Os líderes da Irmandade Muçulmana enfrentam várias acusações desde o sangrento golpe militar que derrubou Mohamed Morsi, o primeiro presidente democraticamente eleito do Egito, que morreu no ano passado sob custódia do Estado.
Muitos grupos de direitos humanos e observadores independentes criticaram as acusações por terem motivação política.
LEIA: Pare de assediar cidadãos americanos, adverte Pompeo ao Egito
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