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Netanyahu sugere ação militar unilateral de Israel contra o Irã em meio a esforços de desescalada regional

6 de agosto de 2026, às 03h04

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, faz uma declaração durante uma visita ao local do Instituto Weizmann de Ciências, atingido por uma série de mísseis iranianos, na cidade de Rehovot, no centro de Israel, em 20 de junho de 2025. [Foto: Jack GUEZ / POOL / AFP / Getty Images]

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, deu a entender nesta quarta-feira que Israel poderia realizar uma ação militar unilateral contra o Irã, enquanto continuavam os esforços diplomáticos para alcançar um acordo destinado a encerrar o conflito entre Teerã e Washington, informou a Agência Anadolu.

“Hoje ouvimos o comandante da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, Ahmad Vahidi, declarar que o Irã pretende continuar desenvolvendo uma arma nuclear”, disse Netanyahu.

“Como primeiro-ministro de Israel, estou determinado a impedir que o Irã obtenha uma arma nuclear”, acrescentou.

Ao descrever os Estados Unidos como “o maior aliado de Israel”, o primeiro-ministro israelense afirmou, no entanto, que está “determinado a fazer tudo o que for necessário para garantir” a segurança de Israel.

Na terça-feira, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Catar, Majed Al-Ansari, afirmou que os esforços de mediação entre os Estados Unidos e o Irã haviam alcançado “estágios avançados”, com os dois lados trocando propostas preliminares.

Durante a coletiva de imprensa semanal do ministério, Al-Ansari afirmou que os esforços continuavam com todas as partes para alcançar uma solução diplomática.

Em 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel lançaram uma guerra contra o Irã que, segundo autoridades iranianas, deixou mais de 3 mil mortos.

O Irã respondeu com ataques contra países da região que abrigam instalações e recursos norte-americanos.

Em junho, o Catar juntou-se ao Paquistão como parte de uma equipe de mediação entre Washington e Teerã, levando à assinatura de um memorando de entendimento em 18 de junho e ao início das negociações para um acordo final.

As negociações posteriormente estagnaram devido a divergências relacionadas à segurança marítima e à liberdade de navegação no Estreito de Ormuz.

Entre 8 e 24 de julho, as tensões voltaram a aumentar à medida que os Estados Unidos realizaram ataques contra o Irã, levando Teerã a atacar o que afirmou serem instalações e equipamentos militares norte-americanos em vários países árabes, especialmente Jordânia, Bahrein e Kuwait.