Pelo menos 20 palestinos, incluindo cinco crianças, foram mortos na quarta-feira quando um edifício residencial que abrigava pessoas deslocadas, danificado durante a guerra genocida de Israel, desabou no oeste da Cidade de Gaza, segundo fontes palestinas.
Zaher Al-Wahidi, diretor do Centro de Informações de Saúde do Ministério da Saúde de Gaza, disse à Agência Anadolu que 20 palestinos morreram quando o edifício Al-Saada, na região de Al-Sinaa, na cidade, desabou.
Anteriormente, o Ministério da Saúde de Gaza havia informado, em comunicado, que 16 pessoas foram mortas e mais de 25 ficaram feridas no desabamento.
O ministério afirmou que o incidente elevou para 50 o número total de pessoas mortas no desabamento de edifícios danificados durante ataques israelenses.
O porta-voz da Defesa Civil Palestina, Mahmoud Bassal, disse durante uma coletiva de imprensa no local que o edifício havia sido anteriormente alvo de bombardeios israelenses durante a guerra, antes de desabar na manhã de quarta-feira.
Bassal afirmou que cerca de 100 pessoas permaneciam presas sob os escombros.
Ele alertou que cerca de 2 mil edifícios danificados e em risco de desabamento continuam ocupados por moradores e palestinos deslocados em toda a Faixa de Gaza.
Bassal pediu à comunidade internacional que forneça os equipamentos e maquinários necessários para permitir que as equipes de resgate recuperem as pessoas desaparecidas.
O prefeito de Gaza, Yahya al-Sarraj, disse durante a coletiva de imprensa que o desabamento do edifício “alerta para o perigo de mais edifícios residenciais danificados desabarem”.
Ele ressaltou a necessidade de permitir a entrada de casas móveis em Gaza antes do inverno, a fim de oferecer alternativas aos moradores e pessoas deslocadas.
Em declarações à Anadolu, o porta-voz da Prefeitura de Gaza, Hosni Muhanna, afirmou que famílias deslocadas estavam vivendo dentro do edifício que desabou depois de fugirem das condições difíceis nos campos de tendas.
Ele também alertou para o risco de novos desabamentos de edifícios residenciais danificados e com rachaduras em toda Gaza, pedindo a entrada urgente dos equipamentos pesados e especializados necessários para as operações de resgate e remoção dos escombros.
O correspondente da Anadolu informou que instituições oficiais de Gaza passaram a recorrer a equipamentos de empresas do setor privado devido à escassez de máquinas e equipamentos pesados.
De acordo com os números mais recentes do Ministério da Saúde de Gaza, 1.375 palestinos foram mortos e 4.686 ficaram feridos em ataques israelenses desde que o cessar-fogo entrou em vigor em outubro de 2025.
Os números elevam o total de palestinos mortos na guerra genocida de Israel contra Gaza desde 7 de outubro de 2023 para quase 74 mil, enquanto mais de 174 mil ficaram feridos, segundo o Ministério da Saúde.







