A saúde de várias prisioneiras palestinas nas prisões israelenses está se deteriorando em meio ao aumento das invasões, revistas e medidas punitivas, informou na segunda-feira a Comissão de Assuntos de Prisioneiros e Ex-Prisioneiros.
A autoridade afirmou em um comunicado que relatos e testemunhos de prisioneiras documentaram condições severas de detenção, incluindo superlotação, escassez de necessidades básicas, alimentação de baixa qualidade e negligência médica, além de repetidas invasões, revistas e medidas disciplinares.
Segundo a comissão, essas condições estão afetando negativamente a saúde física e psicológica das prisioneiras, com vários casos de doenças registrados na prisão de Damon e em centros de interrogatório israelenses.
Entre elas está Abeer Ouda, de Tulkarm, que sofre de problemas no esôfago e nas costas, além de asma, segundo a autoridade. Ela havia passado por uma cirurgia antes de ser presa.
A autoridade afirmou que Ouda relatou receber na prisão apenas medicamentos para o estômago, apesar de precisar de outros medicamentos.
Ouda também disse que a administração da prisão de Damon invadiu dois quartos onde estavam detidas prisioneiras em 17 de agosto, antes de realizar outra invasão em uma das alas no dia seguinte. As prisioneiras foram retiradas da ala e seus pertences pessoais e roupas foram confiscados, segundo a autoridade.







