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Inteligência dos EUA acusa China de enviar armas ao Irã em meio à trégua

13 de abril de 2026, às 05h34

Tanques e mísseis iranianos em Teerã, 25 de março de 2026 [Fatemeh Bahrami/Agência Anadolu]

Os serviços de inteligência dos Estados Unidos sugeriram que a China pode enviar ao Irã novos sistemas de defesa aérea nas próximas semanas, em meio a negociações entre os lados persa e americano, em Islamabad, sob delicado cessar-fogo ao conflito em curso desde 28 de fevereiro.

As informações foram divulgadas pela CNN americana neste sábado (11), mesmo dia do início da primeira rodada de conversas na capital paquistanesa.

Segundo relatórios internos de inteligência, o Irã pode explorar a trégua para reabastecer certos sistemas armamentistas, com ajuda de parceiros internacionais. As fontes, porém, não citaram movimentações similares do lado israelo-americano.

De acordo com relatos, há “sinais” de que a administração em Pequim busca canalizar os envios via países terceiros, no suposto intuito de omitir sua origem.

Os sistemas referidos são mísseis antiaéreos, de uso manual, que constituem um desafio assimétrico a aeronaves militares em baixas altitudes.

Um porta-voz da embaixada chinesa em Washington, todavia, desmentiu as alegações: “A China jamais forneceu armas a quaisquer partes em conflito”.

“Como uma potência responsável”, acrescentou, “a China cumpre firmemente todas as suas obrigações internacionais. Instamos o lado americano a evitar alegações infundadas e conexões maliciosas, ou a se engajar no sensacionalismo”.

“Esperamos que as partes façam mais para ajudar a desescalar tensões”, concluiu.

Um quinzena de cessar-fogo teve início na quarta-feira (8), após cinco semanas de guerra, desde 28 de fevereiro, quando Israel e Estados Unidos desferiram ataques ao Irã.

Quase três mil iranianos foram mortos neste entremeio, sobretudo civis.