Os ataques em curso de Israel contra o Líbano arriscam o colapso dos serviços de saúde no país, advertiu a Organização Mundial da Saúde (OMS), em seu relatório de emergência sobre a matéria, segundo informações da agência de notícias Anadolu.
Desde a retomada em escala da agressão israelense ao Líbano, em 2 de março, acesso a saúde deteriorou-se, corroborou o dossiê, ao identificar 64 ataques diretos e ao menos 53 mortos e 91 feridos entre profissionais do setor.
Nove hospitais foram danificados, cinquenta clínicas de saúde primária fechadas. Cinco hospitais deixaram de operar por conta da ofensiva: Bahman, Al-Sahel, Bint Jbeil, Mays al-Jabal e Al-Burj.
Na noite de sexta-feira (27), o Ministério da Saúde libanês confirmou que as baixas sob os ataques de Israel chegaram a 1.142 mortos e 3.315 feridos.
Israel deflagrou novos ataques aéreos uma ofensiva por terra ao sul do Líbano no começo de março, em paralelo a uma agressão, coordenada com os Estados Unidos, contra o Irã. Tel Aviv alega buscar conter o Hezbollah libanês, alinhado a Teerã.
No Irã, ao menos 1.340 pessoas foram mortas pela campanha israelo-americana, desde 28 de fevereiro, incluindo o Supremo Líder Ali Khamenei.
Teerã reagiu com uma onda sem precedentes de ataques a mísseis e drones contra ativos americanos, incluindo Israel, Jordânia, Iraque e Golfo, para além de embargo estratégico da rota comercial do estreito de Hormuz.
![Funeral aos trabalhadores de saúde Ali Jaber e Joud Sulelman, mortos por um ataque israelense a Haruf, no sul do Líbano, em 25 de março de 2026 [Murat Sengül/Agência Anadolu]](https://www.monitordooriente.com/wp-content/uploads/2026/03/AA-20260325-40921960-40921952-FUNERAL_FOR_HEALTH_WORKERS_KILLED_IN_ISRAELI_STRIKE_IN_LEBANON-1-scaled-e1774643343160.webp)