Um tribunal israelense concluiu que o adolescente palestino brasileiro Walid Khaled Abdullah Ahmed, de 17 anos,, que morreu sob custódia provavelmente sucumbiu à inanição, apesar do encerramento formal da investigação sobre sua morte.
De acordo com detalhes relatados pelo jornal hebraico Haaretz, o juiz Ehud Kaplan decidiu que o rapaz que vivia em Silwad antes de ser preso, sofreu de desnutrição grave enquanto estave detido na prisão de Megido, e que a inanição foi a causa mais provável da morte.
“O fato de ele ter sofrido de desnutrição não pode ser ocultado”, escreveu o juiz, referindo-se à extrema perda de peso do adolescente.
Embora a investigação tenha sido encerrada por falta de provas definitivas que ligassem diretamente seu estado de saúde à causa da morte, a autópsia indicou que ele morreu de uma infecção intestinal que levou à falência de órgãos, e seu estado debilitado foi atribuído à significativa perda de peso.
As autoridades israelenses não devolveram o corpo de Ahmed, apesar de sua cidadania brasileira e de uma petição apresentada ao Supremo Tribunal Federal solicitando sua libertação.
A advogada Nadia Daka disse ao Haaretz que o menor morreu de fome sob custódia, alertando que casos semelhantes podem ser levados à justiça sem responsabilização.
A reportagem também destacou as condições de outros detentos na prisão de Megido, observando que vários presos apresentavam sintomas semelhantes de desnutrição grave.
Em um dos casos, um menor teria perdido 20 quilos, reduzindo seu índice de massa corporal para 15,2, bem abaixo do nível mínimo saudável de 18,5. Avaliações médicas descreveram seu estado como crítico e com risco de vida, ressaltando as preocupações com a situação humanitária dentro dos centros de detenção israelenses.







