Líbano é alertado sobre possível intervenção do Hezbollah ao lado do Irã em caso de ataque dos EUA

15 minutos ago

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Um grupo se reúne no distrito de Dahieh, conhecido como reduto do Hezbollah, carregando bandeiras do Hezbollah e do Irã, além de cartazes do Líder Supremo do Irã, o Aiatolá Ali Khamenei, para protestar contra um possível ataque dos EUA ao Irã, anunciado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, em Beirute, Líbano, em 26 de janeiro de 2026. [Houssam Shbaro – Agência Anadolu]

O Líbano recebeu alertas de partes internacionais “amigas” sobre uma potencial “catástrofe” caso o Hezbollah intervenha ao lado do Irã em caso de um possível ataque dos EUA, disse uma autoridade libanesa à Anadolu na terça-feira, segundo a agência.

A autoridade afirmou que “o governo libanês foi alertado de que qualquer envolvimento do Hezbollah em apoio ao Irã teria graves consequências para o país”, sem dar mais detalhes.

O governo e o Ministério das Relações Exteriores estão trabalhando para proteger a infraestrutura de quaisquer repercussões potenciais, acrescentou o funcionário.

Os alertas relatados seguem declarações do secretário-geral do Hezbollah, Naim Qassem, que afirmou que o grupo “não permanecerá neutro” caso o Irã seja atacado pelos EUA ou por Israel.

O Departamento de Estado dos EUA instruiu, na segunda-feira, funcionários e familiares da embaixada em Beirute a deixarem o Líbano “devido à deterioração da situação de segurança” na capital.

Esses acontecimentos ocorrem em um momento em que os EUA reforçam sua presença militar no Oriente Médio e sinalizam a possibilidade de uma ação militar contra o Irã para pressioná-lo a abandonar seus programas nucleares e de mísseis e a conter seus “aliados regionais”.

Na semana passada, Omã mediou a segunda rodada de negociações indiretas entre o Irã e os EUA em Genebra, após uma rodada anterior em Mascate, em 6 de fevereiro. Uma terceira rodada está agendada para quinta-feira em Genebra.

Washington está instando o Irã a interromper suas atividades de enriquecimento de urânio e a transferir urânio enriquecido para o exterior, ao mesmo tempo em que alerta para uma possível ação militar.

Os EUA e seu aliado Israel acusam o Irã de buscar desenvolver armas nucleares, alegação que Teerã nega, insistindo que seu programa nuclear tem fins pacíficos, incluindo a geração de eletricidade.

O Irã afirma que Washington e Israel estão fabricando pretextos para intervir e buscar uma mudança de regime, e alertou que responderá a qualquer ataque militar, mesmo que limitado.

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