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Líbano é alertado sobre possível intervenção do Hezbollah ao lado do Irã em caso de ataque dos EUA

26 de fevereiro de 2026, às 09h31

Um grupo se reúne no distrito de Dahieh, conhecido como reduto do Hezbollah, carregando bandeiras do Hezbollah e do Irã, além de cartazes do Líder Supremo do Irã, o Aiatolá Ali Khamenei, para protestar contra um possível ataque dos EUA ao Irã, anunciado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, em Beirute, Líbano, em 26 de janeiro de 2026. [Houssam Shbaro – Agência Anadolu]

O Líbano recebeu alertas de partes internacionais “amigas” sobre uma potencial “catástrofe” caso o Hezbollah intervenha ao lado do Irã em caso de um possível ataque dos EUA, disse uma autoridade libanesa à Anadolu na terça-feira, segundo a agência.

A autoridade afirmou que “o governo libanês foi alertado de que qualquer envolvimento do Hezbollah em apoio ao Irã teria graves consequências para o país”, sem dar mais detalhes.

O governo e o Ministério das Relações Exteriores estão trabalhando para proteger a infraestrutura de quaisquer repercussões potenciais, acrescentou o funcionário.

Os alertas relatados seguem declarações do secretário-geral do Hezbollah, Naim Qassem, que afirmou que o grupo “não permanecerá neutro” caso o Irã seja atacado pelos EUA ou por Israel.

O Departamento de Estado dos EUA instruiu, na segunda-feira, funcionários e familiares da embaixada em Beirute a deixarem o Líbano “devido à deterioração da situação de segurança” na capital.

Esses acontecimentos ocorrem em um momento em que os EUA reforçam sua presença militar no Oriente Médio e sinalizam a possibilidade de uma ação militar contra o Irã para pressioná-lo a abandonar seus programas nucleares e de mísseis e a conter seus “aliados regionais”.

Na semana passada, Omã mediou a segunda rodada de negociações indiretas entre o Irã e os EUA em Genebra, após uma rodada anterior em Mascate, em 6 de fevereiro. Uma terceira rodada está agendada para quinta-feira em Genebra.

Washington está instando o Irã a interromper suas atividades de enriquecimento de urânio e a transferir urânio enriquecido para o exterior, ao mesmo tempo em que alerta para uma possível ação militar.

Os EUA e seu aliado Israel acusam o Irã de buscar desenvolver armas nucleares, alegação que Teerã nega, insistindo que seu programa nuclear tem fins pacíficos, incluindo a geração de eletricidade.

O Irã afirma que Washington e Israel estão fabricando pretextos para intervir e buscar uma mudança de regime, e alertou que responderá a qualquer ataque militar, mesmo que limitado.