Ministro das Relações Exteriores da Polônia questiona a lógica e o custo do plano “Conselho da Paz” de Trump

32 minutos ago

Warning: foreach() argument must be of type array|object, null given in /www/wwwroot/monitordooriente.com/wp-content/plugins/amp/includes/templates/class-amp-post-template.php on line 236
Ministro das Relações Exteriores da Polônia, Radoslaw Sikorski, em Pruszkow, Polônia, em 15 de setembro de 2025. [Jakub Porzycki – Agência Anadolu]

O ministro das Relações Exteriores da Polônia levantou dúvidas públicas na sexta-feira sobre a adesão de Varsóvia à controversa iniciativa “Conselho da Paz”, lançada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, segundo a Anadolu.

Em um discurso em Washington, Radoslaw Sikorski abordou o possível papel da Polônia no novo órgão multinacional, anunciado no Fórum Econômico Mundial do mês passado e que visa supervisionar a reconstrução pós-conflito, especialmente na Faixa de Gaza.

De acordo com a proposta, espera-se que os Estados-membros permanentes contribuam com US$ 1 bilhão cada para um fundo de reconstrução controlado pelo Conselho.

Sikorski afirmou que tal contribuição não deve ser assumida sem uma justificativa clara. “Quero saber por que o contribuinte polonês deveria reconstruir Gaza, que não destruímos”, disse Sikorski em uma coletiva de imprensa, questionando tanto o custo quanto a lógica da possível participação da Polônia.

Ele afirmou que, se Varsóvia apoiasse os esforços de reconstrução, já existem orçamentos humanitários e de desenvolvimento disponíveis para esse fim.

Sikorski também expressou preocupação com o status legal do Conselho e sua estrutura operacional para além da atual administração americana, classificando sua estrutura como “muito incomum” e dizendo que não está claro qual seria o papel do órgão ou de seu líder após a saída de Trump do cargo.

As declarações de Sikorski foram uma resposta às medidas do presidente polonês Karol Nawrocki, que sinalizou que Varsóvia poderia discutir o convite em uma reunião do Conselho de Segurança Nacional em 11 de fevereiro.

O debate sobre o Conselho da Paz já gerou discussões políticas em Varsóvia, com Sikorski divulgando os resultados de uma pesquisa online que mostra opiniões divergentes sobre se a Polônia deveria participar ou assumir os compromissos financeiros relacionados à reconstrução de Gaza.

A controvérsia se intensificou esta semana com uma disputa diplomática pública entre o embaixador dos EUA na Polônia e um ministro do governo. O embaixador expressou “decepção” com o que descreveu como a falta de entusiasmo de Varsóvia em apoiar a candidatura de Trump ao Prêmio Nobel da Paz, uma atitude que, segundo ele, teria demonstrado solidariedade.

Sair da versão mobile