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Protesto denuncia genocídio em Gaza na sede do Citibank, nos EUA

Protesto pró-Palestina em frente à sede da corporação Citigroup, contra o apoio do Citibank às ações de Israel, além de políticas prejudiciais ao meio ambiente, em Nova York, Estados Unidos, em 18 de junho de 2024 [Selçuk Acar/Agência Anadolu]

Centenas de manifestantes realizaram um protesto sit-in nesta terça-feira (18) na frente da sede do Citibank em Nova York, nos Estados Unidos, ao denunciar a cumplicidade da instituição com as ações de Israel na Palestina ocupada, além de políticas prejudiciais ao meio ambiente.

“Citibank, Citibank, não se esconda! Você comete genocídio!”, cantaram os manifestantes, com cartazes e faixas de solidariedade ao povo palestino.

Os manifestantes reivindicaram fim do envio de recursos do banco para financiar as operações de Israel em Gaza, direta ou indiretamente. Dentre as palavras de ordem, esteve um cessar-fogo imediato, conforme demandas internacionais.

Segundo informações da agência Anadolu, a polícia de Nova York prendeu diversos ativistas, ao dispersá-los com violência.

Nova York se tornou epicentro do movimento antiguerra pró-Palestina nos Estados Unidos, após acampamentos solidários tomarem a Universidade de Columbia. Desde então, as manifestações se espalharam para além dos campi, por todo o país e no exterior.

O protesto contra o Citibank se soma aos apelos por Boicote, Desinvestimento e Sanções (BDS), contra o apartheid israelense e seus crimes de guerra e lesa-humanidade.

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Segundo ativistas da Banking on Solidarity, “O Citibank investe profundamente na infraestrutura israelense, como maior banco americano no país, sobretudo ao financiar o ‘tech-washing’, para encobrir o apartheid mediante empreendimentos em tecnologia”.

“O Citibank ativamente facilitou o envio de bilhões a Israel para financiar sua indústria armada, ao ajudar a empoderar financeiramente a infraestrutura que mantém o apartheid”, acrescentou a campanha.

Como mostra de cumplicidade, dias após ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, pedir que aldeias palestinas fossem “varridas do mapa”, em 2023, a diretoria do Citibank decidiu “de maneira pública, realizar reuniões cordiais com Smotrich para acalmar o mercado”.

O Citibank é também denunciado por investir na expansão dos combustíveis fósseis.

Israel é réu por genocídio no Tribunal Internacional de Justiça (TIJ), sediado em Haia. Em maio, a promotoria do Tribunal Penal Internacional (TPI) requereu mandados de prisão contra o premiê Benjamin Netanyahu e seu ministro da Defesa, Yoav Gallant.

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Israel mantém ataques indiscriminados a Gaza há mais de oito meses, deixando 37 mil mortos e 85 mil feridos até então, além de dois milhões de desabrigados.

Neste contexto, corporações como McDonald’s e Starbucks — na lista de boicote por seu apoio operacional às ações de Israel — sofreram prejuízos bilionários. Mesmo companhias americanas foram tomadas por boicotes, em particular nos países árabes ou islâmicos.

O Citibank tem sede no Brasil, na Avenida Paulista, em São Paulo.

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