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Em meio a rumores de morte, Noam Chomsky recebe alta de hospital em São Paulo

Noam Chomsky em Curitiba, Brasil, 20 de setembro de 2018 [Heuler Andrey/AFP/Getty Images]

O renomado linguista, ativista e filósofo americano Noam Chomsky, de 95 anos, recebeu alta do Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo, nesta terça-feira (18), após rumores sobre o seu falecimento viralizarem nas redes sociais.

Em nota, o hospital confirmou que os cuidados de Noam Chomsky seguirão em casa. De acordo com as informações, Chomsky sofreu um acidente vascular cerebral (AVC) no último ano e sofre de problemas de fala e mobilidade desde então.

A nota hospitalar é assinada pelos médicos Renato Veira, diretor-executivo, e Marcelo Sampaio, cardiologista.

Segundo informações da rede de notícias AFP, o intelectual está recebendo cuidados diários de um neurologista, um fonoaudiólogo e um pneumologista.

Apesar de obituários precoces, a morte de Noam Chomsky foi desmentida por amigos da família e pela esposa, Valeria Wasserman. O casal reside no Brasil desde 2015.

Chomsky é considerado pai da linguística moderna, autor de mais de cem livros, entre os quais, análises meticulosas e críticas de questões geopolíticas e conflitos no Oriente Médio. Em 1957, publicou a tese inédita de que seres humanos têm capacidade inata de linguagem.

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O filósofo é professor emérito de linguística do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos.

Chomsky é filho de judeus asquenazes, que migraram à Filadélfia, nos Estados Unidos — onde o filósofo nasceu. Além de sua contribuição na linguística, ganhou notoriedade como um dos mais ilustres intelectuais judeus antissionistas — ao denunciar regularmente a ocupação de Israel na Palestina histórica, assim como a política externa da Casa Branca.

Ao longo dos anos, Chomsky rechaçou — em obras escritas e diversas entrevistas — a situação na região como “pior que o apartheid na África do Sul” e condenou as “atrocidades” em Gaza e na Cisjordânia ocupada.

Em 2010, o regime israelense negou a entrada de Chomsky nos territórios ocupados, ao declará-lo persona non grata — termo reiterado contra o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, por suas críticas ao genocídio em Gaza.

Diante do cerco militar contra Gaza, o intelectual judeu denunciou as condições como análogas aos campos de concentração nazistas. Segundo Valeria, apesar de dificuldades de comunicação, Chomsky ergue o braço em protesto quando vê o noticiário de Gaza.

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