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Argélia critica narrativa de tolerância na ONU em meio a crises globais

Embaixador da Argélia na ONU, Amar Bendjama, durante sessão do Conselho de Segurança, em Nova York, 25 de março de 2024 [Angela Weiss/AFP via Getty Images]

O embaixador da Argélia nas Nações Unidas, Amar Bendjama, criticou nesta sexta-feira (14) um debate no Conselho de Segurança por insistir na narrativa de tolerância em meio a “massacres, crises, guerras e mesmo genocídios que tomam o século XXI”.

As informações são da agência Anadolu.

A sessão foi marcada para discutir o impacto da “tolerância e aceitação” nas ameaças globais à segurança e à paz.

Bendjama foi enfático: “Tolerância não me parece uma boa palavra a ser utilizada nesta câmara, onde discutimos dia após dia conflitos, massacres, crises, guerras e até mesmo genocídios que tomam o século XXI”.

Bendjama reafirmou que, para além de conceitos vagos, é fundamental que todos os Estados-membros respeitem a lei internacional e a Carta da ONU.

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“A tolerância não poderá se materializar enquanto testemunharmos, por exemplo, uma bárbara agressão perpetrada pelas forças da ocupação israelense contra civis inocentes, dentre os quais, mulheres, meninos e meninas em Gaza e nos territórios palestinos”, apontou o diplomata.

“A tolerância não poderá ser conquistada uma vez que seus aspectos mais nítidos são ignorados pelos agressores de Israel, que rasgaram a Carta da ONU e questionaram até mesmo o papel da instituição”, acrescentou.

Bendjama mencionou como exemplo de “intolerância” por parte de Israel a recusa em negociar a chamada solução de dois Estados. Para o diplomata, “tolerância” demanda respeito a direitos por autodeterminação dos povos oprimidos.

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