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Soldados israelenses matam menino palestino na Cisjordânia, prendem crianças

Forças israelenses mataram ao menos 532 palestinos e feriram outros 5.100 na Cisjordânia desde outubro, além de uma escalada colonial que abrange ataques incendiários e pogroms a cidades e aldeias palestinas.

 

Um menino palestino foi morto por forças da ocupação israelense durante uma nova invasão ao campo de refugiados de Al-Far’a, ao sul da cidade de Tubas, na Cisjordânia ocupada.

Segundo fontes médicas, Mahmoud Ibrahim Nabrisi, de apenas 15 anos, faleceu de ferimentos graves nesta segunda-feira (10), após ser baleado por tropas ocupantes.

De acordo com informações da agência de notícias Wafa, ambulâncias chegaram a transportar o adolescente — gravemente ferido — a um hospital público local, onde os médicos confirmaram o óbito.

Forças ocupantes também detiveram três crianças palestinas na noite de domingo (9), no bairro de Beit Hanina, em Jerusalém Oriental, além de uma quarta criança em Hebron, na Cisjordânia. Os menores foram abduzidos após invasões ilegais às residências de suas famílias.

LEIA: Mais de 500 palestinos foram mortos na Cisjordânia Ocupada, afirma chefe de Direitos Humanos da ONU

As prisões recentes elevam o número de reféns palestinos em custódia do exército israelense na Cisjordânia, desde 7 de outubro, a 9.125 pessoas — a grande maioria sem julgamento ou sequer acusação, além dos desaparecidos de Gaza.

Relatos de tortura e mesmo violência sexual são comuns.

A campanha de prisões na Cisjordânia ocorre somente uma semana depois da Organização das Nações Unidas (ONU) incluir Israel a uma lista de países e organizações que lesam os direitos da infância em zonas de conflito.

Ao lado de Israel, estão Afeganistão, Congo, Mali, Myanmar, Somália, Sudão, Iêmen e Síria, além de grupos terroristas como Al-Qaeda, Daesh, Al-Shabaab e Boko Haram.

Forças israelenses mataram ao menos 532 palestinos e feriram outros 5.100 na Cisjordânia desde outubro, além de uma escalada colonial que abrange ataques incendiários e pogroms a cidades e aldeias palestinas.

As ações israelenses são punição coletiva, crime de guerra e genocídio.

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