Portuguese / English

Middle East Near You

Hamas aceita resolução da ONU por cessar-fogo em Gaza, confirma oficial

Sami Abu Zuhri, oficial sênior do movimento Hamas, em 27 de junho de 2016 [ApaImages]

O Hamas aceitou a nova resolução por cessar-fogo na Faixa de Gaza aprovada pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas nesta segunda-feira (10), confirmou Sami Abu Zuhri, oficial sênior do movimento palestino, à agência de notícias Reuters.

Segundo Abu Zuhri, cabe agora aos Estados Unidos assegurar que Israel respeite a medida.

Abu Zuhri reafirmou os apelos por cessar-fogo, retirada das tropas ocupantes de Gaza e troca de prisioneiros, conforme negociações — rejeitadas por Israel até então.

“A gestão americana enfrenta agora um verdadeiro teste em materializar seus compromissos ao convencer a ocupação [israelense] a dar fim imediatamente à guerra e implementar a resolução do Conselho de Segurança”, comentou Abu Zuhri.

LEIA: “Netanyahu não quer cessar-fogo pois sabe que amanheceria na prisão – ”Entrevista com Basem Naim, dirigente do Hamas

Nesta segunda, a proposta da Casa Branca foi deferida por 14 votos no fórum de 15 membros, contra apenas uma abstenção, por parte da Rússia.

Washington insiste que Tel Aviv aceitou o plano, apesar de declarações contrárias do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e ministros supremacistas que ameaçam implodir o governo em caso de cessar-fogo.

Em março, Israel desrespeitou uma resolução prévia do Conselho de Segurança para uma pausa nas hostilidades durante o mês islâmico do Ramadã. A ocupação também desacata medidas do Tribunal Internacional de Justiça (TIJ) por fluxo humanitário e cessação dos ataques a Rafah, no extremo sul de Gaza.

A ofensiva israelense deixou 37 mil mortos e 84 mil feridos desde outubro, além de dois milhões de desabrigados.

As ações israelenses são punição coletiva, crime de guerra e genocídio.

LEIA: Massacre em Nuseirat é prova do genocídio israelense em Gaza, afirma Cuba

Categorias
Ásia & AméricasEstados UnidosIsraelNotíciaONUOrganizações InternacionaisOriente MédioPalestina
Show Comments
Palestina: quatro mil anos de história
Show Comments