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Hospital israelense demite médico por dar flores a um menino palestino

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Protesto contra os ataques coloniais e os planos de despejo dos residentes palestinos de Sheikh Jarrah, em Jerusalém Oriental ocupada, 25 de fevereiro de 2022 [Mustafa Alkharouf/Agência Anadolu]

Um hospital israelense demitiu um médico palestino após o funcionário oferecer uma flor a um menino palestino ferido durante um ataque militar da ocupação ao bairro de Sheikh Jarrah, em Jerusalém ocupada. As informações são da rede de notícias Quds Press.

O Centro Médico Hadassah demitiu o cardiologista e pneumologista Ahmad Mahajneh, cidadão árabe-israelense de Um Al-Fahm. O médico deu uma flor a Ahmed Qteish, de 16 anos, baleado quando forças israelenses abriram fogo contra um jogo de futebol entre crianças e adolescentes no bairro ocupado.

O menino continua em tratamento há mais de um mês. Soldados ocupantes alegaram disparar contra Ahmad por pensar que ele fosse executar um ataque a faca. Não há qualquer indício que corrobore a versão.

“O Centro Médico Hadassah é um hospital-modelo para o racismo de Israel”, reiteraram grupos de direitos humanos em uma série de declarações. “A incitação da imprensa israelense exerceu um papel majoritário na demissão do conhecido cardiologista”.

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