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Censura de conteúdo palestino nas redes sociais avançou em agosto

Aplicativos de mídia social [Ali Balıkçı/Agência Anadolu]

Um relatório do Centro Social Sada registrou ao menos 360 casos de a censura contra conteúdos palestinos nas plataformas de redes sociais somente em agosto.

As violações incluem fechamento de contas e páginas de jornalistas e ativistas.

“As violações aumentaram com a escalada dos ataques extensivos de Israel, em particular, a recente agressão contra a Faixa de Gaza, após a invasão de Nablus [na Cisjordânia ocupada], em 9 de agosto”, confirmou o relatório.

“Plataformas da corporação Meta estão no topo daquelas que suprimem o conteúdo palestino, com ao menos 232 violações no Facebook e 53 no Instagram”, acrescentou.

A corporação Meta foi o novo nome adotado por Mark Zuckerberg para sua empresa, após uma série de escândalos envolvendo anuência a regimes ditatoriais e grupos de extrema-direita. Sua marca abrange redes sociais e aplicativos como Facebook, Instagram e WhatsApp.

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O Facebook, em particular, deletou e impediu postagens, restringiu acesso e limitou ferramentas a ativistas, incluindo transmissão ao vivo e publicidade.

“A maioria das violações no Instagram referem-se a ‘stories’ que denunciam os ataques israelenses contra Nablus e os bombardeios contra Gaza”, observou a pesquisa.

O Centro Social Sada constatou também 40 violações no Twitter, em particular, ao classificar notícias palestinas como “conteúdo sensível”. No WhatsApp, foram reportadas 12 violações; nove no Tik Tok e quatro no YouTube.

O relatório reiterou que jornalistas e organizações de imprensa estão entre as entidades mais vulneráveis a violações online, com 260 casos de censura registrados contra suas plataformas de redes sociais.

Contas deletadas pela administração dos sites – sob alegação de “incitação ao terrorismo” – continham, segundo as informações, notícias concernentes aos avanços israelenses e à crise humanitária na Palestina ocupada.

O Centro Social Sada contestou a justificativa, ao reiterar que se trata de uma política voltada para “impedir a propagação da narrativa palestina”.

A organização destacou manter contato com as plataformas sobre as contas alvejadas, com intuito de reavê-las a seus titulares. Segundo o relato, algumas páginas de jornalistas foram recuperadas no Facebook e Instagram, após o contato.

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