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Embaixada ucraniana critica Israel por não fornecer tratamento a soldados feridos

Soldado ucraniano perto da vanguarda de Luhansk, na Ucrânia, em 9 de junho de 2022 [Diego Herrera Carcedo/Agência Anadolu]

A embaixada ucraniana em Tel Aviv lançou uma campanha nas redes sociais para criticar Israel pela “demora” em fornecer cuidados médicos a soldados ucranianos que sofreram amputação durante o combate contra a invasão russa.

As informações são do jornal israelense The Jerusalem Post.

No domingo (19), a embaixada ucraniana compartilhou no Twitter e no Facebook uma imagem de um soldado de 19 anos que perdeu as pernas em um ataque russo e demanda agora terapia e próteses.

“Muitos ucranianos perderam partes do corpo devido à ofensiva russa”, apontou a postagem. “Israel é referência internacional no campo protético. Esperamos do governo que cumpra sua obrigação moral e ajude Delil e muitos outros a se recuperarem. Não há qualquer justificativa para a demora contínua em auxiliar a Ucrânia neste setor humanitário”.

O embaixador Yevgen Kornichuk expressou decepção sobre a indiferença israelense, incluindo ao deixar de enviar capacetes e vestes de proteção como prometido. Segundo Kiev, o governo israelense comprometeu-se em transportar ucranianos feridos ao país para tratamento.

Não é a primeira vez que a embaixada ucraniana vai às redes sociais para criticar Israel por falta de apoio. No início de junho, a missão diplomática compartilhou uma fotografia de uma criança ucraniana instando uma ação de Tel Aviv, enquanto “tropas russas matam e estupram homens, mulheres e crianças todos os dias”.

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Há duas semanas, Kornichuk condenou o governo israelense durante uma coletiva de imprensa: “Pedimos a Israel que receba ex-soldados cujos membros foram amputados; é este nosso apelo procrastinado. Não há nenhuma demanda humanitária maior que essa”.

Kornichuk também acusou Israel de contrapor “ações e palavras”, ao insistir que a Ucrânia recebeu apenas 10% dos capacetes e coletes prometidos pelo estado sionista.

“Israel deve acolher os soldados amputados em seus hospitais, para equipá-los com próteses”, reafirmou o diplomata ucraniano. Segundo seu relato, apesar da negativa israelense, cerca de 250 soldados receberam tratamento em diversos países europeus.

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