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58% das crianças em Jerusalém vivem na pobreza, revela pesquisa

Crianças penduram o desenho de uma bandeira no telhado durante marcha israelense em Jerusalém ocupada, 12 de maio de 2010 [Uriel Sinai/Getty Images]

A cidade de Jerusalém vive uma queda em sua população judaica nos últimos anos, revelou uma pesquisa conduzida pelo Instituto de Jerusalém para Estudos Israelenses. A divulgação coincide com o “Dia de Jerusalém”, feriado israelense para comemorar a captura da cidade.

Conforme índices de 2020, aproximadamente 61% dos residentes de Jerusalém são judeus; o restante, palestinos cristãos e muçulmanos. A cidade abriga ainda um quarto da comunidade ultra-ortodoxa do estado israelense.

O relatório — embasado em dados do Escritório Nacional de Estatísticas de Israel — observou, todavia, um aumento material na população palestina da cidade ocupada, equivalente agora a 39% da população total.

Não obstante, a taxa de pobreza em Jerusalém continua alta, à medida que 58% das crianças residentes na cidade ocupada vivem abaixo da linha da pobreza.

A desigualdade entre palestinos e judeus é sobretudo notável: em torno de 32% dos residentes judeus vivem em situação de pobreza; o número quase dobra quando se refere a seus vizinhos palestinos, estimado em 61%.

Entre os ultra-ortodoxos de Jerusalém, cerca de 45% vivem abaixo da linha da pobreza, índice acima da média israelense — calculada em 41%.

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