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Governo de Israel é controlado pela ‘Irmandade Muçulmana’, alega Netanyahu

Ex-premiê israelense Benjamin Netanyahu em 26 de maio de 2021 [Jack Guez/AFP via Getty Images]

O ex-premiê israelense Benjamin Netanyahu afirmou durante sessão no Knesset (parlamento) que a coalizão de governo de seu sucessor Naftali Bennett é “completamente controlada” por membros do “Conselho de Shura” — órgão consultivo da Irmandade Muçulmana.

Suas declarações repercutiram na imprensa israelense nesta segunda-feira (16).

O atual líder da oposição referia-se ao Ra’am, partido islâmico comandado por Mansour Abbas, supostamente influenciado pela Irmandade. O Ra’am é parceiro da coalizão de Bennett.

“Vocês já prometeram ao Ra’am 50 bilhões de shekels, mas seu apetite não foi saciado”, alegou Netanyahu. “A recente sequência de incidentes deploráveis no país não é acidental”.

Os incidentes mencionados por Netanyahu são supostos atentados conduzidos por gangues israelenses e militantes palestinos dentro do território considerado Israel — isto é, ocupado durante a Nakba ou “catástrofe” em 1948, mediante limpeza étnica.

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“Tudo isso deriva da fraqueza deste governo fraudulento”, insistiu Netanyahu. “Nossos inimigos subitamente não têm mais medo, sentem nossa fraqueza e frivolidade. Quando instalaram este governo, vocês disseram ‘Faremos um experimento’, mas digo que a vida das pessoas não é um experimento”.

“Qualquer pessoa sã compreende que o experimento fracassou, fracassou por completo”, prosseguiu o chefe do partido Likud. “Bennett aposta com a vidas dos israelenses e todos pagamos o preço. Como um apostador compulsivo, não sabe onde parar!”

Netanyahu fez seus comentários durante uma atribulada sessão do Knesset. O atual premiê tornou-se alvo de ataques veementes de congressistas do Likud, sobretudo por seu suposto vínculo com o Presidente da Autoridade Palestina Mahmoud Abbas.

Bennett tentou evitar um encontro com Abbas, promovido pelo Ministro da Defesa Benny Gantz. Eventualmente, cedeu: “Seu ponto de vista é sobre como nós, cidadãos israelenses, podemos conviver em um ambiente de cooperação e não de gritos e discussões”.

Bennett afirmou convencer-se pelo “desejo genuíno” de Abbas de adotar um caminho distinto.

“Aqueles decentes entre vocês [membros da oposição] sabem a verdade. Estamos tentando. Tentando melhorar a educação, tentando resolver a situação no Negev”, contestou Bennett.

Em resposta à crise de seu governo, reiterou o premiê: “O que há de errado? Aqueles que precisam se levantar e pedir desculpas são aqueles que por duas décadas nada fizeram. A oposição quer eleições. Nosso governo quer crescimento!”

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