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Atacar civis em um funeral é ‘desumano’, adverte Jordânia

Soldados israelenses carregam o corpo de Walid al-Sharif, baleado na cabeça, no complexo de Al-Aqsa, em Jerusalém ocupada, 22 de abril de 2022 [Mostafa Alkharouf/Agência Anadolu]

A Jordânia condenou nesta segunda-feira (16) ataques de policiais israelenses contra velórios palestinos, ao descrever tais agressões como “desumanas”.

Em nota, Haitham Abu al-Ful, porta-voz da chancelaria em Amã, afirmou que violar a santidade dos cemitérios islâmicos representa “um ato deplorável e inaceitável”.

Al-Ful destacou a necessidade de Israel cumprir suas obrigações sob a lei humanitária internacional, como potência ocupante em Jerusalém Oriental.

Na manhã de ontem, a polícia israelense entregou o corpo de Walid al-Sharif a seus parentes. Al-Sharif foi então transferido ao Hospital Makassed e dali carregado por uma procissão para ser sepultado. Soldados interceptaram a rota e dispararam balas de borracha.

Após o ataque, o corpo foi levado de ambulância à Mesquita de Al-Aqsa e ao cemitério Mujahideen, na cidade ocupada.

O ataque ao funeral de al-Sharif ressoa agressões ainda recentes contra a procissão de Shireen Abu Akleh, jornalista da Al Jazeera assassinada por um franco-atirador israelense em Jenin, na Cisjordânia ocupada.

Cinquenta e dois palestinos ficaram feridos e quinze foram presos pela invasão das forças ocupantes ao cemitério islâmico, onde o jovem de 23 anos foi sepultado.

LEIA: Matar líderes da resistência não matará a vontade ou o direito de resistir à ocupação de Israel

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