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Ocupação de Israel é ‘uma realidade de um estado semelhante ao apartheid’, dizem 60% dos acadêmicos

Apoiadores pró-palestinos seguram cartazes com os dizeres 'Boicote ao Apartheid Israel', em 18 de maio de 2021 [Rajesh Jantilal/AFP via Getty Images]

Sessenta por cento dos acadêmicos e estudiosos do Oriente Médio em várias universidades americanas descreveram a ocupação da Palestina por Israel como “uma realidade de um estado semelhante ao apartheid”, mostrou uma nova pesquisa.

Conduzida por uma iniciativa conjunta da Pesquisa de Questões Críticas da Universidade de Maryland e do Projeto de Ciência Política do Oriente Médio da Universidade George Washington, a pesquisa foi distribuída a 1.729 destinatários e questionou os acadêmicos sobre uma ampla gama de questões, em particular o impacto da invasão da Ucrânia pela Rússia e sua ramificação mais ampla no Oriente Médio.

O pessimismo sobre a solução de dois Estados continua a crescer, com 61 por cento não acreditando mais que isso seja possível, em comparação com 52 por cento em fevereiro de 2021 e 57 por cento em setembro de 2021, quando duas rodadas anteriores da pesquisa foram realizadas.

Ao mesmo tempo, 60 por cento descrevem a realidade atual como a de “um estado semelhante ao apartheid”. Isso é um pouco maior que a pesquisa de fevereiro de 2021 (59 por cento) e menor que a pesquisa de setembro de 2021 (65 por cento). De acordo com os realizadores da pesquisa, o aumento de setembro pode ter sido devido ao relatório altamente divulgado da Human Rights Watch rotulando as práticas israelenses como “apartheid” e a guerra de Gaza de maio de 2021.

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Cerca de 29 por cento descreveram o relacionamento de Israel com seus cidadãos não judeus, dentro do que é chamado de Israel propriamente dito, como “um estado semelhante ao apartheid”.

A maneira como o presidente dos EUA, Joe Biden, lida com a questão israelense-palestina recebeu as notas mais negativas: apenas 7 por cento veem suas políticas favoravelmente.

Em questões mais amplas relacionadas ao Oriente Médio, 58 por cento dos entrevistados achavam que a crise da Ucrânia enfraqueceria a posição da Rússia na região, com apenas 33 por cento esperando que a invasão da Rússia fortalecesse sua posição regional.

Anistia rotula Israel como Estado de apartheid [Sabaaneh/Monitor do Oriente Médio]

A China é vista como uma clara beneficiária do conflito, com 63 por cento dizendo que as crises fortaleceriam sua posição na região.

Na questão das relações dos EUA com os principais Estados do Oriente Médio, há claros vencedores e perdedores da invasão da Ucrânia pela Rússia.

A posição do Catar foi muito melhorada. Cinquenta por cento dizem que a crise fortalece sua aliança com os EUA e apenas dez por cento dizem que a enfraquece. A Turquia também deverá ver um benefício líquido com 61 por cento dizendo que a atual crise fortalece a posição de Ancara e apenas 15 por cento dizendo que enfraquece a aliança com os EUA.

Por outro lado, 36 por cento esperavam que a crise na Ucrânia enfraquecesse as relações entre os EUA e a Arábia Saudita e os Emirados Árabes. Não são esperadas mudanças dramáticas nas relações dos EUA com Israel.

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