O ministro da Energia libanês, Walid Fayyad, foi ouvido fazendo comentários depreciativos sobre uma funcionária dos EUA após a assinatura de um acordo de eletricidade, conforme um vídeo divulgado ontem.
Falando com seu colega sírio, Ghassan Al-Zamil, durante uma cerimônia realizada para assinar o acordo que traria eletricidade trazida da Jordânia, Fayyad podia ser ouvido dizendo: “Eu digo a ela que ela é minha melhor amiga. Ela pode acabar com esse acordo, eu digo isso rindo, mas eu quero chorar”.
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Fayyad estava se referindo à embaixadora americana no Líbano, Dorothy Shea, depois que os EUA concordaram em fazer concessões ao Ceaser Act, que impunha sanções àqueles que faziam negócios com a Síria para permitir que o acordo fosse adiante.
O Líbano, que está sofrendo a pior crise econômica do mundo, segundo o Banco Mundial, vem passando por apagões regulares. Seus problemas fiscais levaram mais da metade da população a viver na pobreza.
Após a circulação das imagens, Fayyad disse em um comunicado que seus comentários “foram mal interpretados, involuntariamente ou de propósito”. Acrescentando que ele estava dizendo “que o acordo precisará de financiamento e aprovação dos EUA ou então choraremos”.
O acordo assinado na quarta-feira é um dos dois apoiados pelos EUA, com o outro devido à importação de gás do Egito, através da Jordânia e da Síria e para o Líbano.
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