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Oriente Médio não tem ‘vácuo de poder’ e não há necessidade de ‘patriarca estrangeiro’, afirma ministro chinês

Ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, em Ancara, Turquia, em 25 de março de 2021 [Ministério das Relações Exteriores da Turquia/Agência Anadolu]

O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, disse ontem que não há “vácuo de poder” no Oriente Médio e não há necessidade de um “patriarca estrangeiro”.

Wang fez os comentários após uma semana de reuniões de alto nível com seus colegas da Arábia Saudita, Bahrein, Kuwait, Omã, Turquia e Irã em Wuxi, província de Jiangsu, leste da China. Ele também manteve conversas com o secretário-geral do Conselho da Corporação do Golfo (GCC, na sigla em inglês).

De acordo com um comunicado no site do Ministério das Relações Exteriores da China, Wang disse que a comunidade internacional deve ajudar, mas não interferir nos assuntos do Oriente Médio. “Os esforços da China para manter a estabilidade e promover a paz [na região] não pararam e não vão parar”, insistiu.

Wang se reuniu com os diplomatas do Golfo para desenvolver ainda mais a cooperação comercial e os intercâmbios culturais no início desta semana.

Ele também se encontrou separadamente com seu colega turco, Mevlut Cavusoglu, na quarta-feira, quando a questão da Região Autônoma de Xinjiang da China e a situação de sua população uigur foram discutidas, além das relações bilaterais entre os dois países.

Antes dos Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim no próximo mês, o estadista chinês disse esperar que a Turquia e os outros países de maioria muçulmana entendam as preocupações de segurança da China em relação ao combate ao terrorismo e separatismo na província de maioria muçulmana e ganhem seu apoio para suas políticas. No entanto, algumas organizações de direitos humanos e governos acusaram Pequim de realizar um genocídio contra os uigures, uma acusação que o governo chinês negou.

Durante sua reunião com o ministro das Relações Exteriores do Irã, Hossein Amir-Abdollahian, na sexta-feira, Wang reafirmou a oposição da China às sanções dos EUA e o compromisso de reviver o acordo nuclear de 2015. Amir-Abdollahian também aproveitou a oportunidade para anunciar o lançamento do acordo de cooperação de 25 anos entre Teerã e Pequim.

LEIA: Mundo islâmico deve fazer mais para ajudar os uigures perseguidos por Pequim

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