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Obra de brasileiro compõe exposição nas Grandes Pirâmides

Art D’Égypte

O artista plástico João Trevisan é o único brasileiro a ter um trabalho em uma exposição ambientada nos arredores das Grandes Pirâmides de Gizé, no Egito. A exibição “Forever is Now”, que em tradução livre significa “Para sempre é agora”, conta com 10 obras selecionadas de artistas de diversos países. A escultura do brasileiro é intitulada ” Body that Rises”, em português “O corpo que se levanta”, e ele conta com o apoio da Embaixada do Brasil no Cairo.

Essa é a quarta edição da exposição organizada pela empresa egípcia Art D’Égypte. “Acho que só está caindo a ficha agora da importância de participar deste evento. Só tenho a agradecer à Embaixada Brasileira no Egito”, disse Trevisan em entrevista à ANBA.

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O público terá acesso às obras até o dia 7 de novembro. A temática que une os projetos é justamente que as criações estejam ligadas às Pirâmides. O evento tem apoio dos ministérios egípcios do Turismo e Antiguidades, e dos Negócios Estrangeiros e patrocínio da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

O artista e a obra

Natural de Brasília, o brasileiro participa de exposições coletivas e individuais desde 2014. Ele foi indicado ao Prêmio PIPA 2019 e 2020, que celebra obras de artes visuais. “Meu projeto tem relação com essa coisa de crescer para encontrar os céus, mas também tem outras questões. O próprio material que utilizei é o dormente, ele tem memória e faz parte do desenvolvimento do Egito, da ferrovia. E trato o dormente como se ele fosse um corpo, seriam esses trabalhadores que se erguem e se agrupam até chegar ao topo”, revelou o brasiliense.

Os dormentes, citados por Trevisan, são as peças utilizadas em ferrovias e sobre as quais os trilhos são fixados. O item pode ser feito de diferentes materiais, como madeira e aço. “O meu trabalho é constituído com 75 dormentes empilhados que se assemelham a uma estrutura que abraça um obelisco, mas ele não está ali. O [conceito é que] o obelisco foi retirado, porque na história do Cairo vários obeliscos foram levados [para fora do país]. Então, a estrutura ainda se faz presente, independente do obelisco que não está ali”, detalhou o artista.

Publicado originalmente em Anba

Serviço

Exposição ‘Forever is Now’

De 21 de outubro a 7 de novembro

Grandes Pirâmides de Gizé

Mais informações: https://www.artdegypte.org/

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