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Ministro do petróleo da Líbia suspende novamente chefe do corpo petrolífero

Mustafa Sanalla, Presidente da Corporação Nacional de Petróleo (CNP) da Líbia, condena o sequestro dos trabalhadores em campos petrolíferos durante uma coletiva de imprensa na capital Tripoli, em 16 de julho de 2018 [MAHMUD TURKIA/AFP via Getty Images]

O ministro do petróleo da Líbia suspendeu novamente o chefe da estatal Corporação Nacional do Petróleo (CNP), Mustafa Sanalla, por supostas infrações administrativas, disse hoje o ministério, em uma disputa que pode minar os esforços para reconstruir a indústria petrolífera, informou a Reuters.

A produção de petróleo da Líbia, uma fonte vital de receitas para o país do Norte da África, foi afetada por uma década de conflito e caos político, mas a produção tem se recuperado lentamente à medida que a ordem e a estabilidade voltam a aparecer.

O Ministro do Petróleo, Mohamed Oun, faz parte de um governo de unidade nacional apoiado pela ONU, aprovado pelo parlamento em março. Sanalla, que trabalhou durante anos na CNP e suas subsidiárias, é chefe da CNP desde 2014.

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Os analistas vêem a disputa como uma briga por influência sobre a indústria e a política. É a segunda vez que Oun tenta suspender Sanalla desde agosto.

O ministro do petróleo disse que Sanalla foi suspenso devido ao “não cumprimento de procedimentos e controles para obter permissão prévia ao empreender uma missão oficial”, escreveu o ministério em sua página no Facebook, sem elaborar sobre a missão.

Oun disse que Sanalla não havia transferido os assuntos de administração soberana da CNP para o ministério, acrescentando que as ações de Sanalla seriam investigadas.

O departamento de imprensa da CNP disse à Reuters em uma declaração que a corporação “opera de acordo com a lei correta” e sob a supervisão do governo.

“Esta questão já aconteceu antes e o governo de unidade nacional tomou a decisão correta que protege a CNP e a economia líbia”, disse.

Oun havia anunciado a suspensão do Sanalla em agosto. Em setembro, a CNP disse que o primeiro-ministro havia cancelado essa decisão, referindo-se aos “esforços para resolver as diferenças entre as duas partes”.

Fontes do setor disseram que o chefe da CNP continuou a trabalhar em seu posto durante todo esse período.

Sanalla e Oun não responderam imediatamente aos pedidos de comentários da Reuters sobre o último incidente.

A produção de petróleo da Líbia atingiu 1,3 milhões de barris por dia (bpd), informou a TV Líbia na segunda-feira, perto dos 1,6 milhões de bpd que o país havia bombeado antes da revolta de 2011 que derrubou Muammar Gaddafi.

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