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‘Não seremos arrastados a uma nova guerra civil’, afirma Hezbollah

O movimento libanês Hezbollah reafirmou que não será compelido a uma nova guerra civil,

O movimento libanês Hezbollah reafirmou hoje (15) que não será compelido a uma nova guerra civil, um dia depois de sete correligionários xiitas serem mortos em confrontos nas ruas de Beirute, considerados os mais violentos em mais de uma década.

Hashem Safieldin, líder do Hezbollah, deu coro à tese de que membros do partido político Forças Libanesas — grupo cristão que agiu como milícia ao longo da guerra, entre 1975 e 1990 — abriu fogo contra adeptos xiitas, durante uma emboscada premeditada.

O Exército do Líbano não comentou as alegações de imediato; contudo, negou relatos semelhantes nesta quinta-feira (14).

“Não seremos arrastados a uma guerra civil; mas não deixaremos derramar o sangue de nossos mártires em vão”, afirmou Safieldin no funeral de seus companheiros mortos.

O veterano xiita acusou as Forças Libanesas de receber ordens dos Estados Unidos — que designam o Hezbollah como organização terrorista —, assim como recursos de “alguns países árabes”, em aparente referência à Arábia Saudita.

O Hezbollah é notoriamente próximo do Irã e do regime sírio de Bashar al-Assad.

O tiroteio teve início em meio a um ato convocado pelo Hezbollah contra o juiz Tarek Bitar, responsável pelo inquérito sobre a explosão no porto de Beirute.

LEIA: Pessoas por trás da violência em Beirute serão responsabilizadas, diz presidente do Líbano

A violência que espalhou-se pelas ruas da capital trouxe lembranças da guerra civil.

“Este ato foi premeditado … para incendiar o país e causar discórdia”, alegou Safieldin. “Porque sabemos que não desejamos qualquer contenda civil, eles ousam fazê-lo”.

Membros do Hezbollah presentes no evento responderam com gritos de “Morte à América”.

A violência, que deflagrou-se no limite entre bairros cristãos e xiitas, incitou receios sobre a estabilidade do país, repleto de grupos armados sob uma frágil coexistência sectária e assolado por um dos piores colapsos econômicos da história moderna.

Os caixões foram enrolados em bandeiras amarelas do Hezbollah e escoltados por homens em vestes militares. A procissão avançou pelo extremo sul de Beirute.

Três membros do movimento xiita Amal foram enterrados em cerimônia separada.

A morte de uma sétima pessoa — um apoiador do Hezbollah — foi anunciada hoje.

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