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Parlamentar de Israel busca criminalizar missão palestina dos EUA em Jerusalém

Cerimônia de posse do Parlamento de Israel (Knesset), em Jerusalém ocupada, 6 de abril de 2021 [ALEX KOLOMOISKY/POOL/AFP via Getty Images]
Cerimônia de posse do Parlamento de Israel (Knesset), em Jerusalém ocupada, 6 de abril de 2021 [ALEX KOLOMOISKY/POOL/AFP via Getty Images]

Nir Barkat, parlamentar israelense do partido ultranacionalista Likud, busca criminalizar planos dos Estados Unidos para reabrir sua missão diplomática em Jerusalém ocupada, tradicional sede de seu relacionamento com os representantes palestinos.

As informações são da agência Reuters.

O Likud, liderado pelo ex-premiê Benjamin Netanyahu, serve como oposição ao governo de seu sucessor, Naftali Bennett. Contudo, o atual gabinete também se opõe ao consulado e deve consentir com os esforços de Bakat, apesar de tensões com Washington.

O consulado foi integrado à embaixada israelense em 2018, quando o então Presidente dos Estados Unidos Donald Trump decidiu transferí-la de Tel Aviv a Jerusalém ocupada — medida celebrada por israelenses e rechaçada por árabes e palestinos.

A fim de restaurar laços com os palestinos e reconstruir confiança, o presidente Joe Biden prometeu reabrir a missão, embora mantivesse a embaixada em Jerusalém.

“Penso que o governo atual é fraco, pois depende de esquerdistas e radicais do seu lado”, alegou o parlamentar do Likud à agência Reuters. “Temos de fazer todo o possível para manter a união de nossa cidade de Jerusalém”, acrescentou.

Israel considera Jerusalém como sua capital “eterna e indivisível”.

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No entanto, o consenso internacional prevê Jerusalém Oriental — capturada por Israel em 1967, junto de Cisjordânia e Gaza — como futura capital do estado palestino.

Ahmed al-Deek, assessor do Ministério de Relações Exteriores da Autoridade Palestina, observou que Barkat “projeta a postura de partidos israelenses de extrema-direita, que buscam obstruir qualquer chance de alcançarmos uma solução de dois estados”.

Barkat argumenta que 70% do público israelense apoia a proposta — o suficiente para obter votos da coalizão de governo. Questionado sobre a posição de Bennett, seu porta-voz descreveu a medida como truque publicitário, ao afirmar: “Não comentamos trolagem”.

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