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EUA quer usar bases russas para operações no Afeganistão, diz site dos EUA

Unidade da Marinha dos EUA em Kandahar no Afeganistão [Joseph R Chenelly/Picryl]

O portal norte-americano Político informou na quarta-feira que, em audiência secreta realizada na véspera com senadores, os chefes do Departamento de Defesa (Pentágono) trataram de negociações com os países vizinhos do Afeganistão para que o Exército dos Estados Unidos possa estabelecer ou usar bases militares lá.

Citando os senadores participantes do evento, a mídia garante que o secretário de Defesa, Lloyd Austin, o general Mark Milley, o presidente do Estado-Maior Conjunto, General Kenneth McKenzie, chefe do Comando Central, estão conversando sobre o assunto com o Tajiquistão , Uzbequistão, Quirguistão, entre outros.

“Essas bases permitirão aos EUA monitorar e atacar mais facilmente os alvos do grupo terrorista Al-Qaeda na nação controlada pelo Talibã”, acrescentou o Político.

Segundo a fonte citada pelo site Político,  o general Milley relatou aos senadores suas conversas com seu homólogo russo, o general Valery Gerasimov, para convencê-lo a permitir o uso de bases russas na Ásia Central.

O general McKenzie teria entrado em detalhes sobre tipos específicos de aeronaves e pontos de lançamento que poderiam ser usados ​​para atacar alvos no Afeganistão.

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O site afirma que o fato de os Estados Unidos dependerem potencialmente de Moscou para suas operações no Afeganistão é uma reviravolta surpreendente.  Já o site Sputnik divulgou ontem a declaração de  Sergei Ryabkov, vice-ministro russo das Relações Exteriores da Russia, após conversações russo-americanas sobre estabilidade estratégica, negando que seu país vá mudar de posição e aceitar a presença estadunidense na Asia Central.

“Não é a primeira vez que presto atenção ao fato de que os colegas americanos ou confundem a realidade com os desejos, ou ouvem apenas o que agrada aos seus ouvidos. Em geral, eles seguem o caminho de espalhar relatos na esperança de que isso leve a uma mudança em nossa posição”, disse ele à imprensa. “Esta é uma posição firme e definitiva, onde não há momento de flexibilidade, como foi dito repetidamente aos americanos”, acrescentou.

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