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Número de refugiados de primeira viagem dobra na Europa

Família de refugiados senta-se com seus pertences no antigo campo de Samos, antes de ser transferida ao chamado Centro de Recepção e Identificação de Samos, na Grécia, 20 de setembro de 2021 [LOUISA GOULIAMAKI/AFP via Getty Images]

O número de requerentes de asilo de primeira viagem na União Europeia mais que dobrou nos últimos meses, segundo um relatório divulgado nesta sexta-feira (24) pelo Eurostat — diretoria-geral de estatísticas do bloco europeu.

As informações são da agência Reuters.

Quase 103.900 refugiados de primeira viagem solicitaram proteção internacional nos países europeus entre abril e junho de 2021, segundo os dados publicados, aumento de 115% comparado ao mesmo período do ano anterior.

No trimestre em questão, sírios representaram cerca de um quinto dos requerentes de asilo nesta categoria — o maior grupo, seguido por afegãos (13%) e paquistaneses (4%).

O número de crianças não-acompanhadas solicitando refúgio na Europa também aumentou em quase um quinto no período de um ano, chegando a 4.240 menores de idade — a maioria, nas fronteiras da Bélgica, Áustria e Alemanha.

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Na região do Mar Báltico, Estônia e Letônia — além da República Tcheca e Malta, mais ao sul — não registraram solicitações de crianças não-acompanhadas.

A Europa Ocidental, no entanto, com destaque para Alemanha, Espanha e França, registraram os mais altos índices de requerentes de asilo de primeira viagem.

Em contrapartida, a Hungria — cujo governo de extrema-direita de Viktor Orban opõe-se veementemente à migração islâmica — recebeu apenas dez refugiados.

Após abrir as fronteiras alemãs para refugiados sírios em 2015, a chanceler Angela Merkel sofreu derrotas eleitorais relativas. Agora, porém, prefeitos do país propuseram receber mais refugiados, em franca mudança de humor nas províncias alemãs.

Na última quarta-feira (22), o braço executivo da União Europeia lançou um plano para revisar e corrigir suas leis migratórias e supostamente fornecer melhor acolhimento a refugiados do Oriente Médio e África — entretanto, não sem controvérsia.

A proposta, prevista para entrar em vigor em 2023, não obstante, enfatiza a repatriação daqueles que não obtiverem êxito no requerimento de asilo.

Segundo o Eurostat, o número de pessoas tentando refúgio regular por uma segunda vez, após decisão prévia, caiu em 51% se comparado aos três primeiros meses de 2021.

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