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Estudo mostra que os empreiteiros da zona de guerra ‘tiraram vantagem’ das condições pós-11 de setembro

Sinal na entrada da sede regional da Lockheed Martin Space Systems na cidade de Sunnyvale, Califórnia, no Vale do Silício, 28 de outubro de 2018 [Smith Collection/Getty Images]

O Pentágono gastou até US$ 7 bilhões com empreiteiros que “aproveitaram as condições do tempo de guerra” após o 11 de setembro, sugere um novo estudo divulgado na segunda-feira.

A cifra representa até metade dos gastos de US$ 14 bilhões do Departamento de Defesa desde que a guerra no Afeganistão começou em 2001 e a Guerra contra o Terror se tornou global, de acordo com o Projeto Custos da Guerra, da Universidade Brown.

Sua pesquisa descobriu que os empreiteiros usaram a corrida militar “para sobrecarregar o governo ou se envolver em fraude total” em meio à demanda do Pentágono por assistência rápida e “supervisão menos rigorosa”.

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Até um terço das despesas concedidas aos contratados foram para apenas cinco empresas: Lockheed Martin, Boeing, General Dynamics, Raytheon e Northrop Grumman. A Lockheed Martin sozinha recebeu US$ 75 bilhões no ano fiscal de 2020, o que representa mais de 150% do orçamento de US$ 44 bilhões do Departamento de Estado e da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional para aquele ano, disse o estudo.

Com os EUA concluindo sua retirada do Afeganistão no mês passado e tentando desviar sua postura militar da Guerra ao Terror, já existe um novo fundamento lógico para continuar com os gastos exagerados.

“À medida que os EUA reduzem o tamanho de sua pegada militar no Iraque e no Afeganistão, estimativas exageradas dos desafios militares apresentados pela China se tornaram a nova justificativa de escolha nos argumentos para manter o orçamento do Pentágono em níveis historicamente altos”, disse o estudo. “Os empreiteiros militares continuarão lucrando com esses gastos inflacionados.”

 

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