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Fundo de pensão da Noruega se desfaz de 16 empresas devido a laços com assentamentos de Israel

O sinal da Motorola será exibido no Mobile World Congress (MWC) em Barcelona, em 27 de fevereiro de 2019 [Josep Lago/AFP via Getty Images]

O maior fundo de pensão da Noruega anunciou hoje que vendeu ativos de 16 empresas por suas ligações com assentamentos israelenses ilegais na Cisjordânia ocupada, informaram agências de notícias.

“Na avaliação da KLP, há um risco inaceitável de que as empresas excluídas contribuam para o abuso dos direitos humanos em situações de guerra e conflito por meio de suas ligações com os assentamentos israelenses na Cisjordânia ocupada”, a KLP, que administra cerca de US$ 95 bilhões de ativos, disse em um comunicado.

De acordo com a Al Jazeera, o comunicado também dizia: “A Motorola e outras empresas correm o risco de cumplicidade em violações da lei internacional na Palestina ocupada”.

A KLP acrescentou em seu comunicado: “Desinvestir da Motorola Solutions foi uma decisão muito direta sobre sua função de vigilância nos territórios ocupados”, destacando que a empresa fornece software usado na vigilância de fronteiras.

LEIA: Fundo de pensão do Reino Unido desiste de fabricante israelense de armas

A KLP também se desfez de operadoras de telecomunicações que ofereciam serviços na Cisjordânia, já que elas contribuíam para tornar “os assentamentos em áreas residenciais atraentes”, observando que isso incluía Altice Europe, Bezeq, Cellcom Israel e Partner Communications.

Ele também observou que cinco bancos que facilitaram ou financiaram a construção de moradias e infraestrutura nos territórios palestinos ocupados foram incluídos, bem como grupos de engenharia e construção, incluindo a multinacional francesa Alstom.

A declaração disse que todas essas empresas ajudam a facilitar a presença de Israel e, portanto, correm o risco de serem cúmplices em violações da lei internacional e contra as diretrizes éticas da KLP, informou a Al Jazeera.

De acordo com a Al Jazeera, o desinvestimento segue a publicação da ONU em fevereiro de 2020 de uma lista de 112 empresas com atividades ligadas a assentamentos israelenses, considerados ilegais pelo direito internacional.

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