O presidente e general egípcio Abdel Fattah el-Sisi recusou-se a emitir qualquer perdão presidencial, conforme o prazo de duas semanas incumbido a ele, a membros da Irmandade Muçulmana que enfrentam a pena capital.
Em junho, o judiciário manteve a sentença contra Abdel-Rahman el-Bar, Mohamed el-Beltagy, Safwat Hegazy, Osama Yassin, Ahmed Aref, Ihab Wagdy, Muhammad Abd al-Hayy, Mustafa al-Farmawi, Ahmed Farouk, Haitham al-Arabi, Muhammad Zanati e Abd al-Azim Ibrahim.
Os membros da Irmandade Muçulmana foram condenados no caso do protesto sit-in na praça de Rabaa, que incorreu em um massacre cometido pelas forças policiais e militares do regime, em 2013. Centenas de manifestantes foram presos.
A decisão da corte máxima de recurso não poderia ser revertida, salvo via perdão presidencial concedido por Sisi dentro de catorze dias do veredito. O prazo expirou ontem (28).
Após a chacina em Rabaa, o Egito criminalizou a Irmandade, ao designá-la “terrorista”.
LEIA: Oposição no Egito condena sentenças de morte contra Irmandade
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