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Comitê contra pena capital é formado para contestar estados árabes

Moncef Marzouki, ex-presidente tunisiano, na capital Túnis, 1° de setembro de 2019 [Yassine Gaidi/Agência Anadolu]
Moncef Marzouki, ex-presidente tunisiano, na capital Túnis, 1° de setembro de 2019 [Yassine Gaidi/Agência Anadolu]

Um comitê internacional pela abolição da pena de morte nos países árabes foi estabelecido sob a liderança do ex-presidente tunisiano Moncef Marzouki, reportou a agência Anadolu.

Marzouki foi escolhido para a presidência do comitê contra a pena capital durante reunião realizada online na última sexta-feira (25), com a participação de mais de cem ativistas dos Estados Unidos, Europa, Oriente Médio e Norte da África.

Membros do conselho incluem Sarah Leah Whitson, ex-diretora do Human Rights Watch (HRW); Tawakkol Karman, vencedora iemenita do Prêmio Nobel da Paz; e Ahmad Tu’mah, ex-premiê do governo interino sírio, eleito pelas forças democráticas de oposição.

Segundo o relatório da Anistia Internacional sobre a pena capital em 2020, a região do Oriente Médio e Norte da África ainda domina a lista de países com mais execuções.

O Irã manteve-se no topo do ranking regional — ao menos 246 mortes — e segundo lugar em âmbito global, atrás somente da China.

“Apesar da clara tendência internacional de distanciar-se do uso da pena de morte, os estados da região ainda dominam um grupo cada vez mais isolado de persistentes carrascos … ao alimentar a vasta maioria das execuções em todo o mundo”, reportou a Anistia.

LEIA: Conselho Árabe pede a suspensão da execução de 12 membros da Irmandade Muçulmana

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