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“Clube de Leitura Mundo Árabe e Diásporas” é lançado pela Universidade Federal de Sergipe

Registro de um encontro do grupo Ceai antes da pandemia de covid-19 [Ceai/ divulgação via Anba]

A Universidade Federal de Sergipe (UFS) irá lançar em julho o primeiro clube de leitura dedicado inteiramente à literatura árabe. O projeto faz parte do Centro de Estudos Árabes e Islâmicos (Ceai) da Universidade e terá encontros mensais, gratuitos e online. A primeira reunião será no dia 15 de julho, das 19h às 21h, e já está com as inscrições abertas.

O primeiro livro escolhido para integrar o “Clube de Leitura Mundo Árabe e Diásporas” foi a coletânea de contos “Beirute Noir”, organizado pela escritora libanesa Iman Humaydan, publicado recentemente no Brasil pela Editora Tabla, com tradução de Pedro Criado. Os inscritos no clube terão acesso a um cupom de desconto para a compra da obra.

O segundo livro a ser discutido será o lançamento “O sussurro das estrelas”, coletânea de contos inéditos do autor egípcio Naguib Mahfuz, o único autor árabe agraciado com o Prêmio Nobel de Literatura. Publicado pela editora Carambaia, e também com tradução de Pedro Criado.

Os encontros terão mediação dos membros do Ceai e de convidados iniciais. Os encontros acontecerão às terceiras quintas-feiras de cada mês e a escolha dos livros será divulgada entre 40 e 35 dias antes da reunião. A primeira inscrição garante a participação nos encontros dos próximos três meses, depois é necessário se inscrever novamente.

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Segundo a Anba, o projeto nasceu da busca por publicações com essa temática e foi impulsionado pelos recentes ataques israelenses à Palestina. “Eu tinha um desejo antigo de participar de um clube de leitura com essa temática, mas nunca tinha visto acontecer. Então, após os últimos acontecimentos de maio na Palestina, nós, do Ceai, sentimos a necessidade de falar de formas diversas sobre o que acontece no Oriente Médio, fugir da efemeridade superficial com que os grandes meios de comunicação abordam a Palestina e os países árabes”, contou Marianne Gennari, mestra em História Social pela Universidade de São Paulo e uma das idealizadoras do clube.

Sobre a curadoria dos livros, Gennari afirma que a escolha é feita de maneira coletiva, tentando diversificar ao máximo as obras, para abordar diferentes temáticas. “A ideia é diversificar os países, na medida do possível, e tentar abordar não só os países de língua árabe, mas aqueles ligados à diáspora. Então, uma escritora chilena de origem palestina pode entrar na lista de leituras, por exemplo. Queremos também tentar mesclar lançamentos e produções contemporâneas e trazer textos mais clássicos, quando possível”, afirmou ela.

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