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Premiê designado exorta Beirute a emitir recursos ao Tribunal Especial

Premiê designado do Líbano Saad al-Hariri, em 18 de agosto de 2020 [Gabinete de imprensa de Saad al-Hariri Press Office/Agência Anadolu]

Neste sábado (5), Saad al-Hariri, premiê designado do Líbano, exortou o governo a emitir sua parte nas contribuições financeiras ao Tribunal Especial que investiga a morte de seu pai, o então primeiro-ministro Rafik Hariri, em fevereiro de 2005.

As informações são da agência Reuters.

A corte é financiada na proporção de 51% pelas Nações Unidas e doadores estrangeiros e 49% pelo governo do Líbano. O tribunal reportou um grave déficit financeiro, de modo que arrisca encerrar assim suas atividades até julho.

O fechamento da corte seria impeditivo à sua função vital de abolir assassinatos políticos no Líbano, declarou o gabinete de Hariri em comunicado.

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Na quinta-feira (3), juízes descartaram um novo processo contra um dos réus pelo assassinato, devido às expectativas de que o tribunal fechará as portas.

“É uma decisão lamentável que a justiça seja parada em seus trilhos logo quando tanto precisamos e é doloroso que as razões sejam financeiras”, reiterou a nota.

Em 2020, o tribunal condenou in absentia Salim Jamil Ayyash, ex-membro do Hezbollah, por sua participação no atentado à bomba que matou o ex-premiê e outras 21 pessoas. A sentença deveria passar agora por recurso.

Hariri, veterano sunita na política libanesa e também ex-premiê, tenta reunir um gabinete de governo desde a renúncia de seu predecessor em outubro último, sob contexto de iminente colapso nacional, devido à enorme crise financeira.

Entretanto, o premiê designado não consegue chegar a um acordo com o Presidente do Líbano Michel Aoun, cristão maronita e aliado do movimento xiita Hezbollah — por sua vez, ligado ao Irã —, para enfim nomear um quadro de ministros.

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