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União Europeia apela a Israel para facilitar as eleições na Palestina

Josep Borrell, alto representante da UE para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, em Moscou, Rússia, em 5 de fevereiro de 2021 [Ministério das Relações Exteriores da RU/Agência Anadolu]
Josep Borrell, alto representante da UE para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, em Moscou, Rússia, em 5 de fevereiro de 2021 [Ministério das Relações Exteriores da RU/Agência Anadolu]

A UE instou na sexta-feira Israel a permitir eleições em todo o território palestino e lamentou o atraso na votação, relatou a Agência Anadolu.

“A decisão de adiar as eleições palestinas planejadas, incluindo as eleições legislativas originalmente marcadas para 22 de maio, é profundamente decepcionante”, disse o chefe da política externa da UE, Josep Borrell, em um comunicado por escrito.

Ele reiterou o “apelo do bloco a Israel para facilitar a realização de tais eleições em todo o território palestino, inclusive em Jerusalém Oriental”.

Borrell também pediu às autoridades palestinas que estabeleçam uma nova data para as eleições “sem demora” e encorajou todos os atores políticos palestinos a retomar as negociações.

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“Acreditamos firmemente que instituições palestinas democráticas fortes, inclusivas, responsáveis e funcionais, baseadas no respeito ao Estado de Direito e aos direitos humanos, são vitais para o povo palestino”, acrescentou ele, enfatizando o compromisso da UE com uma solução de dois Estados.

O presidente palestino, Mahmoud Abbas, disse na quinta-feira que não realizarão eleições com Jerusalém excluída da votação.

Ele disse que o lado israelense não respondeu ao pedido palestino de realização das urnas na Jerusalém Oriental ocupada.

Abbas, no entanto, enfatizou que, assim que Israel permitir as eleições em Jerusalém, a votação será realizada dentro de uma semana.

Os territórios palestinos, incluindo a Cisjordânia e Jerusalém Oriental, estão sob ocupação israelense desde 1967.

Como a Turquia e grande parte da comunidade internacional, a UE não reconhece a soberania de Israel sobre essas áreas.

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