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Hezbollah do Líbano estuda abrir escritório na Rússia

Mikhail Bogdanov (à esquerda), enviado especial da Rússia e ministro-adjunto de Relações Exteriores, reúne-se com Mohammad Raad, parlamentar do Hezbollah, em Beirute, Líbano, 26 de abril de 2013 [Mousa Housseini/AFP via Getty Images]
Mikhail Bogdanov (à esquerda), enviado especial da Rússia e ministro-adjunto de Relações Exteriores, reúne-se com Mohammad Raad, parlamentar do Hezbollah, em Beirute, Líbano, 26 de abril de 2013 [Mousa Housseini/AFP via Getty Images]

O movimento Hezbollah, parte proeminente da vida política no Líbano, está avaliando a possibilidade de abrir um escritório de representação em Moscou, capital da Rússia, segundo informações divulgadas nesta terça-feira (6) pelo jornal libanês Al-Akhbar.

A ideia surgiu após uma reunião de alto escalão entre oficiais russos e uma delegação do Hezbollah, em março último.

A delegação liderada por Mohammad Raad, chefe do bloco parlamentar denominado Lealdade à Resistência, que inclui o ramo político do Hezbollah, foi recebida pessoalmente pelo Ministro de Relações Exteriores da Rússia Sergei Lavrov.

A última visita de Raad a Moscou foi em outubro de 2011, na ocasião da primeira visita oficial do Hezbollah ao território russo, a convite do parlamento.

“Os russos não consideram o Hezbollah como organização libanesa”, alegou o artigo do Al-Akhbar. “Ao contrário, trata-se de um partido com presença em muitos países da região”.

Iêmen, Iraque, Síria, Palestina e outros foram assunto da reunião, com ênfase na “necessidade de fortalecer meios de comunicação e adotar canais diretos de contato entre as partes, conforme a possibilidade de instituir um escritório de representação do Hezbollah em Moscou”.

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O encontro entre Hezbollah e oficiais russos ocorreu em 15 de março, à medida que o Kremlin também recebia o Ministro de Relações Exteriores de Israel Gabi Ashkenazi.

Conversas entre dois assessores da chancelaria russa e o vice-diretor-geral do ministério israelense ocorreram ainda no mesmo dia.

Seth Frantzman, comentarista do jornal israelense The Jerusalem Post, argumentou que a medida pode resultar em maior legitimidade política ao Hezbollah e questionou o momento dos relatos, pouco menos de um mês após as sucessivas reuniões em solo russo.

Segundo Frantzman, a política de aproximação entre as partes pode “avançar conforme a viagem do chanceler iraniano à Ásia Central, além da visita do atual chefe das forças al-Quds, unidade de elite da Guarda Revolucionária do Irã, ao Iraque”.

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