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Human Rights Watch pede que Jordânia não deporte requerentes de asilo do Iêmen

Crianças desalojadas devido à guerra em andamento ficam ao lado de barracas em um campo de deslocados internos, em 21 de fevereiro de 2021, na periferia de Sanaa, no Iêmen [Mohammed Hamoud/Getty Images]
Crianças desalojadas devido à guerra em andamento ficam ao lado de barracas em um campo de deslocados internos, em 21 de fevereiro de 2021, na periferia de Sanaa, no Iêmen [Mohammed Hamoud/Getty Images]

A Human Rights Watch, na terça-feira (30), pediu à Jordânia que não deportasse os requerentes de asilo iemenitas, advertindo que a deportação forçada os expõe a “danos no Iêmen”.

O órgão de vigilância dos Direitos Humanos disse em uma declaração que “as autoridades jordanianas deportaram pelo menos quatro requerentes de asilo iemenitas registrados no Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) e emitiram ordens de deportação contra outros que fizeram pedidos de asilo”.

De acordo com a declaração, as autoridades jordanianas emitiram a maioria das ordens de deportação depois que os iemenitas tentaram solicitar autorizações de trabalho e regularizar seu status imigratório no país.

“Desde janeiro de 2019, um regulamento jordaniano impediu efetivamente que o ACNUR reconhecesse como refugiados qualquer pessoa além dos sírios, deixando muitos sem acesso aos serviços humanitários e em risco de deportação”, disse.

LEIA: 600 famílias do Iêmen deslocadas em janeiro, reporta ONU

A declaração citou Michael Page, vice-diretor do Oriente Médio da Human Rights Watch, dizendo que “a reputação da Jordânia de acolher refugiados é manchada se ela envia de volta pessoas que correm sérios riscos de serem lesadas em seus países de origem”; acrescentando que “as autoridades jordanianas precisam fazer corresponder as palavras aos fatos, permitindo que os indivíduos façam pedidos de asilo com segurança e obtenham serviços disponíveis para outros grupos de refugiados, tais como autorizações de trabalho”.

A Jordânia abriga atualmente cerca de 13.843 refugiados e requerentes de asilo do Iêmen.

O Iêmen vem sofrendo uma violenta guerra civil desde 2014, que já matou dezenas de milhares e desalojou milhões de pessoas.

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