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Sigilo judicial contra ex-Presidente da Mauritânia expõe caráter político, alega defesa

Ex-Presidente da Mauritânia Ould Abdel Aziz, na capital Nouakchott em 1° de agosto de 2019 [Seyllou/AFP/Getty Images]
Ex-Presidente da Mauritânia Ould Abdel Aziz, na capital Nouakchott em 1° de agosto de 2019 [Seyllou/AFP/Getty Images]

Advogados do ex-Presidente da Mauritânia Mohamed Ould Abdel Aziz criticaram o magistrado que indiciou seu cliente por lavagem de dinheiro, corrupção e enriquecimento ilícito, por reter sob sigilo os arquivos de acusação do processo.

Em nota emitida no domingo (28), a equipe de defesa alegou que impedi-lo de acessar os documentos é “violação flagrante da Lei de Procedimento Penal e leis internacionais sobre direitos e liberdades, além de ato sem precedentes na história do judiciário mauritano”.

Os advogados argumentaram que a forma como a corte trata o caso demonstra que a questão é “política por excelência”, ao perpetuar sucessivas violações legais e constitucionais a fim de conduzir uma suposta perseguição contra o ex-chefe de estado.

O judiciário do país saariano emitiu uma série de acusações por corrupção contra treze indivíduos, incluindo Ould Abdel Aziz. Aproximadamente US$80 milhões em recursos foram congelados, a maioria pertencente ao ex-presidente.

Os processos criminais são relacionados à concessão de acordos de larga escala nos setores de energia em geral, eletricidade, construção de rodovias e aeroportos a certos grupos privados, além da venda ilegal de bens imobiliários ao estado.

Ould Abdel Aziz assumiu o poder em 2009 após um golpe de estado e permaneceu até 2019, quando decidiu não concorrer à reeleição e conceder uma transição pacífica.

Neste mês de março, foi detido por corrupção junto de ex-ministros e empresários.

LEIA: Ex-presidente da Mauritânia é julgado por corrupção

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