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AP rejeita plano israelense para instalar jardins sobre prédios históricos de Jerusalém

Mercado palestino na Cidade Velha de Jerusalém, em 29 de dezembro de 2019 [Mahfouz Abu Turk/ApaImages]
Mercado palestino na Cidade Velha de Jerusalém, em 29 de dezembro de 2019 [Mahfouz Abu Turk/ApaImages]

A Autoridade Palestina (AP) rejeitou um esquema proposto nesta quinta-feira (18) pela ocupação israelense para instalar um enorme jardim botânico sobre os telhados de mercados históricos do quarteirão islâmico da Cidade Velha de Jerusalém.

Em nota, o Ministério de Relações Exteriores da Autoridade Palestina condenou a proposta, ao descrevê-la como parte da “guerra de judaização” travada contra Jerusalém, seus cidadãos e lugares sagrados, em referência à expansão colonial israelense.

“Alterar a aparência dos mercados históricos não é apenas um crime sob a lei internacional e desrespeito às resoluções da ONU, mas também um escárnio à comunidade internacional e sua legitimidade”, argumentou a chancelaria palestina.

O projeto, enfatizou, tem como objetivo fraudar a paisagem histórica da cidade.

Na quarta-feira (17), a prefeitura israelense de Jerusalém anunciou um projeto para estabelecer um jardim botânico exclusivo a colonos judeus sobre telhados de prédios históricos na cidade ocupada, que Israel reivindica ilegalmente como sua capital.

O projeto foi apresentado por Ronen Harari, empresário judeu do Canadá, que pretende financiar o custo previsto de 15 milhões de shekels – isto é, US$4.5 milhões.

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