Portuguese / Spanish / English

Middle East Near You

Arqueologia revela achados em cemitério de pets mais antigo do mundo, no Egito

Uma estátua de gato é exibida no Cairo, Egito em 23 de novembro de 2019 [Khalewd Desouki/ AFP / Getty Images]
Uma estátua de gato é exibida no Cairo, Egito em 23 de novembro de 2019 [Khalewd Desouki/ AFP / Getty Images]

Arqueólogos no Egito descobriram o que se acredita ser o cemitério de animais de estimação mais antigo conhecido do mundo. O cemitério, que remonta a quase 2.000 anos, foi descoberto no porto de Berenice, ao longo da costa do Mar Vermelho do país.

Os restos mortais de quase 600 animais foram desenterrados e a maioria inclui cães e gatos. Ao contrário da prática comum de mumificar animais mortos para homenagear seus deuses, os animais enterrados neste cemitério eram diferentes, relatou o Live Science, citando a pesquisadora principal Marta Osypińska, uma zooarqueóloga da Academia Polonesa de Ciências em Varsóvia.

“Temos animais velhos, doentes e deformados que precisaram ser alimentados e cuidados por alguém”, disse Osypińska.

LEIA: Egito conduz importante descoberta arqueológica, ao encontrar 59 sarcófagos antigos

“Temos animais (quase todos) que são enterrados com muito cuidado. Os animais são colocados em uma posição de dormir – às vezes enrolados em um cobertor, às vezes cobertos com pratos.”

Nenhum dos animais mostrou sinais de ter sido morto por humanos e alguns também foram enterrados usando colares de ferro “preciosos e exclusivos” ou colares decorados com conchas, vidro e contas.

Dos 585 animais escavados, 536 eram gatos, 32 cães, 15 macacos, uma raposa e um falcão, explicou Osypińska. Muitos dos animais não eram necessariamente animais de trabalho, pois entre as descobertas estavam cães pequenos e cães mais velhos quase desdentados.

As descobertas, que foram publicadas pela primeira vez neste ano no jornal World Archaeology, lançaram uma nova luz sobre as relações entre humanos e animais na antiguidade. Apesar de alguns estudiosos questionarem a existência de “animais de estimação” como os conhecemos hoje, o estudo sugere que as pessoas que viviam em Berenice há quase 2.000 anos cuidavam dos animais “não utilitários” de maneira semelhante às de hoje.

LEIA: Al-Azhar do Egito proíbe escavação e exibição de múmias

Categorias
ÁfricaEgitoNotícia
Show Comments
Show Comments