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Israel abre barragens e inunda terras agrárias em Gaza

Menino palestino caminha sobre a lama, após forças israelenses abrirem depósitos de águas pluviais sobre terras de Gaza, em 15 de janeiro de 2020 [Mohammed Asad/Monitor do Oriente Médio]
Menino palestino caminha sobre a lama, após forças israelenses abrirem depósitos de águas pluviais sobre terras de Gaza, em 15 de janeiro de 2020 [Mohammed Asad/Monitor do Oriente Médio]

O Ministério da Agricultura em Gaza denunciou nesta quinta-feira (21) que Israel abriu suas barragens que armazenam águas pluviais, causando inundações e vasta destruição em terras agrárias palestinas perto da fronteira do território sitiado.

Israel construiu diversas represas para coletar e utilizar água da chuva. Porém, abre suas comportas sem aviso, liberando enormes quantidades de água acumulada durante o inverno e resultando em danos a fazendas na Faixa de Gaza.

Ahmed Fatayer, diretor do ministério em Gaza, relatou: “[Israel] abriu suas barragens de águas pluviais a leste do bairro de Shuja’iyya, no extremo oriental da Faixa de Gaza, o que causou inundações em centenas de dunams de terras agrárias”.

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Em entrevista exclusiva à agência Anadolu, Fatayer destacou que os fazendeiros palestinos sofreram “enorme prejuízo e danos diretos e indiretos”, devido à ação israelense, que tornou-se comum particularmente nos últimos anos.

Salem Quta, um dos fazendeiros afetados, confirmou as perdas significativas sofridas pelos proprietários de terras palestinos, ao explicar que o incidente ocorreu às vésperas da colheita, cultivada nos meses recentes.

“Cerca de 400 dunams (cada dunam equivalemente a 1.000 metros) foram diretamente inundados, além de 150 dunams indiretamente danificados pelo fluxo das águas”, relatou Quta.

Quta relatou ainda que, além de inundar terras agrárias, Israel também “espalha pesticidas tóxicos sobre as colheitas, o que as destrói, para então limpar a terra”.

O fazendeiro palestino reiterou um apelo coletivo a instituições internacionais e organizações de direitos humanos para que protejam os trabalhadores rurais da Faixa de Gaza sitiada, ao ajudá-los a resistir contra tais graves violações.

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