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Soldado americano é preso por conspirar com o Daesh

Bandeira do Daesh (Estado Islâmico), 30 de março de 2017 [SputnikInt/Twitter]
Bandeira do Daesh (Estado Islâmico), 30 de março de 2017 [SputnikInt/Twitter]

Um soldado dos Estados Unidos foi preso por supostamente ajudar planos para execução de ataques terroristas do Daesh (Estado Islâmico) contra o Memorial do 11 de Setembro, em Nova York, e tropas americanas nos países árabes.

Segundo a promotoria, Cole Bridges, 20 anos, forneceu treinamento e orientação sobre possíveis alvos na cidade de Nova York para um usuário que acreditava ser vinculado ao Daesh, em suposto contato com combatentes no Oriente Médio.

O soldado chegou a conceder acesso a partes do manual de treinamento militar americano e técnicas de combate detalhadas ao interlocutor, na verdade, um investigador à paisana do Departamento Federal de Investigação dos Estados Unidos (FBI).

Durante os contatos, Bridges expôs manobras militares específicas e concedeu assessoria para fortificar posições do grupo terrorista ao sugerir a instalação de explosivos em certos edifícios.

A informação fornecida por Bridges pretendia ajudar o Daesh a “maximizar a letalidade dos ataques contra tropas dos Estados Unidos”, denunciou a promotoria.

O jovem foi então acusado de conceder apoio material a uma organização terrorista internacional e tentativa de assassinato de oficiais do exército americano. Ambas as acusações podem chegar a 20 anos de prisão.

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Bridges, nativo de Ohio, foi preso no quartel de Forte Stewart, no estado da Geórgia, onde estava posicionado.

Conforme a denúncia, o soldado passou a pesquisar ideologias extremistas e expressar apoio ao Daesh nas redes sociais logo após recrutar-se no exército, em setembro de 2019. Em outubro do ano seguinte, começou a se comunicar com agente à paisana.

Durante as conversas, Bridges “expressou frustração em relação ao exército dos Estados Unidos e desejo de ajudar o Daesh”, conforme nota da promotoria do Distrito Sul de Nova York, segundo informações da rede AFP.

Um porta-voz militar descreveu os supostos crimes do soldado como traição.

“O exército tem o dever e a responsabilidade de proteger nossa nação de seus adversários. Soldados realizam sacrifícios incríveis a serviço desta causa”, reiterou o oficial.

Prosseguiu: “Quando um soldado tenta fornecer informações sensíveis ou confidenciais a um adversário, trata-se de traição ao seu juramento perante os Estados Unidos e seu dever perante seus colegas militares”.

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