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Acadêmicos de Israel pedem liberação de estudantes de Gaza para que possam frequentar suas universidades no exterior

Estudantes palestinos comemoram formatura na Universidade Al-Aqsa em Khan Younis em Gaza, em 1 de setembro de 2018 [Atia Darwish / Apaimages]
Estudantes palestinos comemoram formatura na Universidade Al-Aqsa em Khan Younis em Gaza, em 1 de setembro de 2018 [Atia Darwish / Apaimages]

Cerca de 450 professores universitários israelenses assinaram uma petição para que o governo israelense permita que estudantes palestinos sitiados em Gaza frequentem suas universidades no exterior, disse o grupo israelense de direitos humanos Gisha-Maslak na semana passada.

A petição também requer do Coordenador de Atividades Governamentais nos Territórios (COGAT) medidas imediatas para isso.

De acordo com a ONG, a petição foi iniciada e redigida por membros do conselho de Gisha, em razão da proibição contínua de Israel a quase todas as viagens através da Travessia de Erez.

“Desde março de 2020, as autoridades israelenses concordaram em processar os pedidos de autorização em circunstâncias ainda menos raras do que antes, permitindo apenas que um pequeno número de pacientes que precisam de tratamento médico urgente e seus acompanhantes, e um punhado de outros, possam sair”, dizem os acadêmicos.

O texto aponta que, “entre as pessoas afetadas por este bloqueio contínuo em Erez, estão os alunos, incluindo alunos de pós-graduação com bolsas caras, matriculados em instituições acadêmicas no exterior que exigem atendimento presencial.”

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A ong lembta que, “antes de o fechamento ser ainda mais restrito em março [2020], os estudantes nessa situação atendiam aos critérios restritos de Israel para viagens, sendo uma das poucas exceções às amplas restrições à circulação imposto muito antes da pandemia.”

“A Travessia de Rafah está completamente fechada”, diz a ong, enfatizando que o acesso ao ensino superior de qualidade é essencial em todas as sociedades. “Acreditamos que impedir que os alunos de Gaza saiam da Faixa por causa da pandemia do coronavírus, sem qualquer justificativa de segurança, por um período de tempo tão prolongado e indefinido é uma política errada e imoral. ”

A carta foi enviada há duas semanas ao COGAT, listando os nomes de oito alunos que solicitaram assistência urgente de Gisha, pois todos eles precisam chegar aos seus campi em janeiro.

Gisha também disse que apresentou uma petição ao Tribunal Distrital de Jerusalém em nome de uma estudante de doutorado que precisa sair da Faixa para continuar seus estudos na Jordânia, observando que uma audiência sobre seu caso foi marcada para a próxima semana.

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