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Irã lança mísseis de longo alcance no Oceano Índico em exercício militar

Exercício naval da Marinha da República do Irã "Força-99" no Mar de Omã, em 14 de janeiro de 2021. [Exército Iraniano/Agência Anadolu]
Exercício naval da Marinha da República do Irã "Força-99" no Mar de Omã, em 14 de janeiro de 2021. [Exército Iraniano/Agência Anadolu]

A Guarda Revolucionária do Irã lançou no sábado (16) mísseis balísticos de longo alcance no Oceano Índico no segundo dia de um exercício militar, informou a Reuters, reproduzindo notícias da mídia estatal do Irã.

O exercício, que ocorreu em clima de altas tensões relacionadas aos últimos dias da administração do presidente Donald Trump, foi conduzido na região desértica central do país.

Isso ocorreu após os testes de sexta-feira com mísseis balísticos superfície-superfície e novos drones fabricados localmente na mesma área.

“Um dos objetivos mais importantes da política de defesa é usar mísseis balísticos de longo alcance contra navios de guerra inimigos, incluindo porta-aviões e navios de guerra”, disse o comandante da Guarda, general Hossein Salami, à mídia estatal.

Com esses mísseis, que têm um alcance de 1.800 quilômetros, disse ele, “agora podemos atacar alvos móveis no oceano”, em vez dos habituais mísseis de cruzeiro de baixa velocidade.

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Os alvos de perfuração de sábado foram no Golfo de Omã e no norte do Oceano Índico.

O chefe do Estado-Maior, general Mohammad Baqeri, disse que, embora o Irã não tivesse “intenções ofensivas”, agora seria capaz de “responder a qualquer atividade hostil e maliciosa no menor tempo”.

Na quarta-feira, o Irã testou um míssil naval de curto alcance no Golfo e houve exercícios no início deste mês que apresentaram uma grande variedade de drones produzidos internamente.

O Irã possui um dos maiores programas de mísseis do Oriente Médio, considerando-os uma força de dissuasão e retaliação contra os Estados Unidos e outros adversários em caso de guerra.

Tem havido confrontos periódicos entre os militares do Irã e as forças dos EUA no Golfo desde 2018, quando Trump abandonou o acordo nuclear do Irã de 2015 com potências mundiais e restabeleceu sanções severas contra Teerã.

O presidente eleito, Joe Biden, disse que os Estados Unidos voltarão ao acordo nuclear “se o Irã retomar o cumprimento estrito”.

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