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Resolução francesa sobre Nagorno-Karabakh é um desastre, afirma Erdogan

Cidadãos azeris visitam a Praça dos Mártires, cemitério e memorial dedicado aos combatentes mortos por tropas soviéticas em 1990, para celebrar o acordo de cessar-fogo sobre os confrontos recentes em Nagorno-Karabakh, em Baku, Azerbaijão, 10 de novembro de 2020 [Resul Rehimov/Agência Anadolu]
Cidadãos azeris visitam a Praça dos Mártires, cemitério e memorial dedicado aos combatentes mortos por tropas soviéticas em 1990, para celebrar o acordo de cessar-fogo sobre os confrontos recentes em Nagorno-Karabakh, em Baku, Azerbaijão, 10 de novembro de 2020 [Resul Rehimov/Agência Anadolu]

Neste sábado (5), o Presidente da Turquia Recep Tayyip Erdogan classificou a resolução do parlamento francês sobre Nagorno-Karabakh, região disputada entre Armênia e Azerbaijão, como “completo desastre”.

“A decisão tomada ontem pelo parlamento da França, copresidente do Grupo de Minsk, é um completo desastre, para além do escândalo”, declarou Erdogan na cerimônia de inauguração de uma nova rodovia no leste da Turquia.

O Grupo de Minsk foi criado em 1992 pela Organização sobre Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) para buscar soluções pacíficas ao conflito em Nagorno-Karabakh. França, Rússia e Estados Unidos dividem a presidência da entidade.

A resolução francesa, adotada na sexta-feira (4), reivindica o reconhecimento de Nagorno-Karabakh como estado independente.

A região do Cáucaso, disputada pelas antigas repúblicas soviéticas, é considerada território azeri, mas possui autonomia de fato e maioria étnica armênia.

LEIA: Parlamento do Azerbaijão condena resolução do Senado da França

Erdogan alegou que o Azerbaijão não foi responsável pelos ataques e somente respondeu ao recuperar suas terras ocupadas pela Armênia por quase 30 anos, a despeito de resoluções das Nações Unidas e OSCE.

“[O Azerbaijão] conduziu suas ações dentro do quadro de legitimidade, ao não atacar civis ou assentamentos civis, como os armênios”, destacou Erdogan. Ambos os lados trocaram acusações de ataques contra alvos civis e violação do cessar-fogo mediado pela Rússia.

Erdogan reiterou ainda que a resolução francesa representa um ataque “inaceitável” contra os direitos de soberania de um estado estrangeiro. “Esperamos que o público reaja a esta abordagem, perigosa e capaz de ameaçar a todos, lançada pela França”, prosseguiu.

O presidente turco ainda alertou que a Europa será a maior vítima dos danos causados por essa distorção, pois deve sua atual união política ao que descreveu como “um período de lutas muito sombrio e sangrento”.

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