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139 civis foram mortos ou feridos somente no oeste do Iêmen, desde outubro

Panorama do quarteirão histórico da capital iemenita Sanaa, listado como patrimônio mundial da Unesco, em 21 de abril de 2020 [Mohammed Huwais/AFP/Getty Images]
Panorama do quarteirão histórico da capital iemenita Sanaa, listado como patrimônio mundial da Unesco, em 21 de abril de 2020 [Mohammed Huwais/AFP/Getty Images]

Neste sábado, a Organização das Nações Unidas (ONU) relatou que ao menos 139 civis foram mortos ou feridos somente no oeste do Iêmen, desde outubro.

O Escritório das Nações Unidas para Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) reportou que 74 civis foram mortos ou feridos em outubro e outros 49 em novembro, na província de Al Hudaydah.

Além disso, seis trabalhadores foram mortos em um atentado contra um complexo comercial, em 3 de dezembro.

Não há informações adicionais reportadas por fontes verificadas sobre outros mortos e feridos, reiterou o relatório da ONU.

O conflito em Al Hudaydah escalou nos meses recentes. A agência humanitária das Nações Unidas exortou as partes em confronto no Iêmen a interromperem os ataques contra civis, que representam grave violação da lei internacional.

LEIA: Surgem evidências de recente crime de guerra saudita no Iêmen

O Iêmen é assolado por violência e caos desde 2014, quando rebeldes houthis tomaram grande parte do país, incluindo a capital Sanaa.

A crise agravou-se em 2015, quando uma coalizão liderada pela Arábia Saudita lançou uma devastadora campanha aérea, a fim de reverter os ganhos territoriais houthis.

Mais de 100.000 iemenitas, incluindo civis, foram mortos no conflito, segundo estimativas. O Iêmen é considerado foco da pior crise humanitária do mundo, devido à guerra, com milhões de pessoas sob risco de fome.

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