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Emirados Árabes Unidos cortam gastos no orçamento federal para 2021

Vista aérea do hotel Burj al-Arab, no emirado do Golfo de Dubai, Emirados Árabes Unidos, 8 de julho de 2020 [Karim Sahib/AFP/Getty Images]
Vista aérea do hotel Burj al-Arab, no emirado do Golfo de Dubai, Emirados Árabes Unidos, 8 de julho de 2020 [Karim Sahib/AFP/Getty Images]

O gabinete de governo dos Emirados Árabes Unidos aprovou um orçamento federal menor para 2021, como sinal de contenção de gastos do país após a crise do coronavírus e a queda nos preços de petróleo, reportou a agência Reuters.

O orçamento para o próximo ano foi estabelecido em 58 bilhões de dirhams (US$15.8 bilhões), anunciou a agência estatal de notícias WAM, neste domingo (1°). Em 2019, foram gastos 61.35 bilhões de dirhams (US$16.7 bilhões), maior orçamento desde a criação do país.

“A economia emiradense estará entre as de mais rápida recuperação, em 2021. O governo lidou com o orçamento de 2020 de forma eficiente e possui todas as ferramentas para manter sua eficácia financeira e operacional em 2021”, declarou o governante de Dubai e premiê dos Emirados, sheikh Mohammed bin Rashid Al-maktoum.

O orçamento federal, contudo, compreende apenas uma fração dos gastos públicos consolidados, pois cada emirado, como Abu Dhabi e Dubai, possui seu próprio orçamento. Representa, não obstante, uma indicação dos planos oficiais para a economia.

A planejada contenção de gastos ocorre diante de contração da economia em toda a região do Golfo, afetada pela pandemia do coronavírus, queda nos preços de petróleo e cortes na produção de petróleo bruto.

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A Arábia Saudita, maior economia da região, declarou em setembro que planeja cortar os gastos em torno de 7% no próximo ano.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) espera queda de 6.6% na economia emiradense em 2020 e crescimento modesto de 1.3% em 2021.

Além disso, estimou déficit público no país – incluindo gastos consolidados em âmbito federal e nos emirados de Abu Dhabi, Dubai e Sharjah – de 9.9% do produto interno bruto (PIB), neste ano, 0.8% a mais no déficit registrado em 2019.

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