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Partido Verde alemão acusa Erdogan de “jogar lenha na fogueira e apoiar terrorismo”

Presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan visto no 97º aniversário do Dia da República da Turquia no complexo presidencial em Ancara, Turquia em 29 de outubro de 2020 [Presidência da TUR/ Mustafa Oztartan Agência Anadolu]
Presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan visto no 97º aniversário do Dia da República da Turquia no complexo presidencial em Ancara, Turquia em 29 de outubro de 2020 [Presidência da TUR/ Mustafa Oztartan Agência Anadolu]

O especialista em relações exteriores do Partido Verde alemão, da oposição, Cem Ozdemir, acusou o presidente turco Recep Tayyip Erdogan acirrar os ânimos na Europa e disse em declarações à rede German Deutschland na sexta-feira que “medidas devem ser tomadas contra todos esses incitadores que continuam a alimentar o extremismo islâmico para seus próprios fins motivados por interesses baratos”.

Ele acrescentou, após o ataque de facadas atribuídos a motivos islâmicos radicais em Nice, no sul da França: “O presidente turco Erdogan constantemente joga óleo no fogo e contribui para a violência e o terrorismo”.

O presidente turco já havia criticado o presidente francês, Emmanuel Macron, por defender a liberdade de expressão e publicar cartuns ofensivos sobre o Islã, após a decapitação de um professor de história francês.

Erdogan falou de uma “campanha de assassinato em massa” visando os muçulmanos na Europa e pediu o boicote aos produtos franceses.

LEIA: A verdadeira crise de Macron tem mais a ver com os valores franceses do que com o Islã

Ozdemir disse: “Na Alemanha, precisamos lidar com as organizações islâmicas de maneira diferente. Essas organizações devem ser estabelecidas inteiramente de acordo com nossa constituição e se tornarem independentes de governos estrangeiros. ”

Pelo menos três pessoas morreram e várias outras ficaram feridas em um ataque na França na quinta-feira, uma delas a brasileira Simone Barreto. O suposto agressor foi preso e a França aumentou o nível de alerta de terror para o nível máximo de “emergência” em todo o país, enquanto o presidente Macron falava de um “ataque terrorista islâmico”.

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